Publicado em: 16/04/2026 às 10:50hs
O dólar iniciou o pregão desta quinta-feira (16) em leve baixa, refletindo a cautela dos investidores diante das negociações no Oriente Médio e da agenda econômica internacional. Na abertura, a moeda norte-americana recuava 0,02%, sendo cotada a R$ 4,9908.
Na sessão anterior, o movimento foi de estabilidade, com o dólar registrando queda de 0,03%, encerrando o dia a R$ 4,9917.
A moeda americana acumula perdas relevantes frente ao real ao longo do ano, influenciada por fatores como fluxo estrangeiro positivo, diferencial de juros e cenário externo mais favorável a mercados emergentes.
De acordo com analistas do mercado financeiro, a valorização do real está associada à entrada de capital estrangeiro e ao enfraquecimento global do dólar, em meio às expectativas sobre a condução da política monetária nos Estados Unidos.
O Ibovespa inicia as negociações às 10h, após encerrar o último pregão em queda de 0,46%, aos 197.738 pontos.
Apesar do recuo pontual, o índice segue sustentado por um cenário de valorização no acumulado do ano, com destaque para ações ligadas ao setor de commodities e ao desempenho da economia brasileira.
O principal índice da bolsa brasileira apresenta trajetória positiva ao longo do ano:
O ambiente externo segue como principal fator de influência sobre os mercados. Investidores acompanham os desdobramentos geopolíticos no Oriente Médio, que podem afetar diretamente os preços do petróleo e elevar a aversão ao risco global.
Além disso, dados econômicos dos Estados Unidos permanecem no radar, especialmente aqueles que podem sinalizar os próximos passos do Federal Reserve em relação à taxa de juros.
No cenário doméstico, o comportamento do dólar também reflete fatores como política fiscal, nível da taxa de juros e fluxo de investimentos estrangeiros.
A expectativa de analistas é de que, no curto prazo, a moeda norte-americana permaneça oscilando na faixa entre R$ 4,90 e R$ 5,00, com volatilidade atrelada ao ambiente externo.
Para o médio prazo, a tendência dependerá da condução da política monetária nos Estados Unidos e da manutenção da confiança dos investidores na economia brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
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