Publicado em: 19/03/2026 às 11:01hs
Por volta das 10h10 desta quinta-feira (19), o dólar comercial abriu o pregão em alta, refletindo temores globais com a escalada dos conflitos no Oriente Médio e o avanço dos preços do petróleo, que pressionam os mercados de risco e direcionam a busca por ativos considerados seguros.
O índice de referência da Bolsa de Valores de São Paulo, o Ibovespa, recuou com força, acompanhando o sentimento negativo em outros mercados acionários ao redor do mundo.
O dólar comercial operava em alta de 0,67%, cotado a R$ 5,28 por volta das 10h10, impulsionado pela aversão ao risco dos investidores e pela forte demanda por moeda americana como reserva de valor.
Na quarta-feira, a moeda americana já havia avançado 0,90%, terminando o dia cotada a R$ 5,2457.
Desempenho do dólar (até o momento):
A alta coincide com o movimento global de busca por dólar em um cenário de incerteza geopolítica e pressões inflacionárias.
O Ibovespa começou o dia em queda, refletindo o clima de cautela dos investidores. Por volta das 10h10, o índice caía 1,1%, negociado em 177.664 pontos, frente a preocupações com impactos econômicos globais da crise internacional.
Desempenho do Ibovespa:
A baixa do índice acompanha perdas generalizadas nas bolsas globais, pressionadas principalmente pelo aumento do risco geopolítico e pela valorização do petróleo.
Os preços do petróleo continuam firmes, com o barril do tipo Brent acima de US$ 115, diante de ataques a instalações energéticas no Oriente Médio e riscos de interrupção no fornecimento.
O aumento nos preços impacta expectativas de inflação global, influencia decisões de política monetária e fortalece o dólar frente ao real, pressionando investidores brasileiros.
No exterior, bolsas europeias e índices americanos abriram em queda, refletindo temores sobre a continuidade do conflito e seus efeitos sobre energia e inflação. A elevada volatilidade tem levado investidores a reduzir exposição a ativos de risco e a rever expectativas sobre políticas monetárias mais flexíveis de bancos centrais.
Analistas destacam que o cenário de conflito prolongado no Oriente Médio, com petróleo elevado e volatilidade global, pode manter o real sob pressão nos próximos dias, reforçando a tendência de busca por moeda forte.
O Ibovespa deve continuar oscilando de acordo com resultados corporativos, indicadores macroeconômicos e fatores externos de risco, exigindo atenção redobrada dos investidores.
Fonte: Portal do Agronegócio
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