Publicado em: 16/07/2024 às 10:55hs
Nesta terça-feira, o dólar apresentou uma ligeira queda em relação ao real, devolvendo os ganhos registrados no dia anterior. Esse movimento ocorre enquanto os investidores ponderam a possibilidade de um segundo mandato de Donald Trump na Presidência dos Estados Unidos e o início de um ciclo de afrouxamento monetário pelo Federal Reserve.
Às 9h53, o dólar à vista caía 0,17%, sendo cotado a 5,4353 reais na venda. Na B3, o contrato futuro de dólar com vencimento mais próximo recuava 0,32%, a 5,444 reais na venda.
Nesta manhã, os mercados globais focavam em dois fatores principais: a possibilidade de retorno do ex-presidente Donald Trump à Casa Branca no próximo ano e a expectativa de cortes de juros pelo banco central dos EUA. Na sessão de segunda-feira, o dólar se fortaleceu frente às moedas de mercados emergentes, incluindo o Brasil, com a avaliação de que a tentativa de assassinato do candidato presidencial republicano no sábado aumentou as chances de sua vitória na eleição de novembro.
Os ganhos do dólar foram impulsionados pelos temores sobre o impacto de um novo governo Trump na política comercial global e na inflação, o que diminuiu o apetite por risco dos investidores. "O atentado parece ter dado força à campanha... isso tende a colocar um pouco de pressão. Ele é um candidato que tende a defender um crescimento maior, ou seja, (gera) aumento de expectativa de estímulo fiscal", comentou Victor Beyruti, economista da Guide Investimentos.
No entanto, o avanço da moeda norte-americana sobre os mercados emergentes nesta manhã foi limitado pela crescente expectativa de cortes de juros pelo Fed já em setembro, fomentada por declarações do presidente do banco central, Jerome Powell. Powell afirmou na segunda-feira que as três leituras de inflação dos EUA no segundo trimestre "aumentam um pouco a confiança" de que o ritmo de alta dos preços está voltando para a meta do Fed de forma sustentável.
Operadores passaram a precificar a possibilidade de três cortes de juros ainda este ano, sendo o primeiro na reunião de setembro, seguido de cortes adicionais em novembro e dezembro. Eles apostam em 68 pontos-base de cortes em 2024, de acordo com a ferramenta FedWatch da CME. Quanto mais o Fed cortar os juros, pior para o dólar, que se torna comparativamente menos atraente à medida que os rendimentos dos Treasuries diminuem.
O dólar recuava frente ao rand sul-africano, com baixa de 0,2%, e mantinha-se estável em relação ao peso mexicano. O índice do dólar, que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas, subia 0,14%, a 104,390, recuperando-se dos menores patamares em cinco semanas.
No cenário nacional, o mercado volta suas atenções para o Banco Central, que terá o diretor de Política Monetária, Gabriel Galípolo, palestrando no Fórum Anual de Economia e Cooperativismo de Crédito, promovido pelo Sicredi, às 16h.
Fonte: Portal do Agronegócio
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