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Mercado Financeiro

Dólar cai para R$ 5,05 e Ibovespa supera 207 mil pontos com eleições e Focus no radar

Real ganha força no início desta segunda-feira (19), enquanto investidores avaliam novas pesquisas presidenciais, redução das projeções para o câmbio e crescimento da economia chinesa


Publicado em: 19/10/2026 às 11:15hs

Dólar cai para R$ 5,05 e Ibovespa supera 207 mil pontos com eleições e Focus no radar

O dólar iniciou a segunda-feira (19) em queda frente ao real, enquanto o Ibovespa avançou nos primeiros negócios da semana. O mercado acompanha novas pesquisas eleitorais, a repercussão do debate presidencial de domingo e as atualizações do Boletim Focus sobre inflação, juros e crescimento econômico.

Às 10h, no horário de Brasília, o dólar comercial para venda era negociado a R$ 5,056, em baixa de aproximadamente 0,35%. Na bolsa, o Ibovespa subia 0,80%, aos 207.076,97 pontos, às 10h11, após a abertura dos principais papéis.

O movimento doméstico ocorre em um cenário internacional dividido, com dados positivos da China, cautela nas bolsas europeias e atenção à trajetória dos juros norte-americanos.

Dólar recua após valorização na semana anterior

A moeda americana já apresentava queda antes da abertura da bolsa. Às 9h39, o dólar à vista recuava 0,38%, a R$ 5,0536, enquanto o contrato futuro para novembro perdia 0,32%, aos R$ 5,0635.

Na sexta-feira (16), o dólar havia encerrado próximo de R$ 5,073, com baixa de cerca de 0,3%. Apesar desse recuo, a moeda terminou a semana anterior em valorização.

As diferenças entre as referências do dólar à vista, comercial e futuro refletem mercados e horários distintos de negociação.

Pesquisas eleitorais mostram disputa mais apertada

A última semana antes do segundo turno começa com investidores atentos à redução da distância entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas pesquisas divulgadas nesta segunda-feira.

No levantamento BTG/Nexus, Flávio aparece com 46,5% das intenções de voto, ante 45,9% de Lula. A diferença caiu de 2,8 para 0,6 ponto percentual. Com margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, o cenário é de empate técnico.

Os entrevistados que não pretendem votar ou declaram voto branco ou nulo somam 4,7%, enquanto 2,9% não sabem.

Na pesquisa AtlasIntel, Flávio registra 49,8%, contra 47,6% de Lula. A vantagem diminuiu de 5,4 para 2,2 pontos percentuais. Considerada a margem de erro de um ponto para cada candidato, os intervalos ficam ligeiramente separados. Indecisos, brancos e nulos representam 2,6%.

Os levantamentos reforçam a atenção dos agentes financeiros às propostas econômicas e à capacidade do próximo governo de conduzir as contas públicas.

Debate mantém política fiscal no centro das atenções

O confronto entre os candidatos, promovido pelo Grupo Bandeirantes no domingo, também integra as avaliações do mercado.

Flávio criticou os gastos públicos e o endividamento das famílias. Lula questionou o modelo econômico defendido pelo adversário e fez referências à experiência argentina.

Parte dos agentes associa uma eventual vitória de Flávio à possibilidade de maior contenção fiscal. Essa percepção, porém, depende do detalhamento das medidas e das condições políticas para executá-las.

A proximidade da votação mantém o câmbio e os juros sensíveis a novas pesquisas, declarações dos candidatos e anúncios com impacto sobre despesas e receitas públicas.

Focus reduz previsão do dólar para R$ 5,13 no fim de 2026

O Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira trouxe redução das estimativas para o câmbio. A mediana das projeções para o dólar no encerramento de 2026 passou de R$ 5,15 para R$ 5,13. Para 2027, recuou de R$ 5,26 para R$ 5,22.

A expectativa para a inflação de 2026 permaneceu em 5,22%, enquanto a de 2027 avançou de 4,30% para 4,32%.

Para a Selic, os analistas mantiveram a projeção de 13,25% ao ano no fim de 2026 e de 12% em 2027.

As estimativas de crescimento econômico foram reduzidas. A previsão para o PIB de 2026 passou de 1,85% para 1,83%, enquanto a de 2027 caiu de 1,40% para 1,32%.

Ibovespa avança com desempenho desigual entre setores

A bolsa brasileira ampliou os ganhos após uma abertura próxima da estabilidade. Às 10h11, o índice já superava os 207 mil pontos.

Na sexta-feira, o Ibovespa havia encerrado com alta de 0,54%, aos 205.430,33 pontos, corrigindo a informação de queda apresentada em um dos textos iniciais.

Entre os primeiros movimentos desta segunda-feira, Vale e siderúrgicas registravam valorização, enquanto as ações da Petrobras começaram em baixa. A diferença de desempenho evidencia a influência das commodities e das condições específicas de cada setor sobre o índice.

China e juros americanos influenciam cenário externo

No exterior, o crescimento de 4,5% do PIB chinês no terceiro trimestre, na comparação anual, superou as expectativas e ajudou a melhorar a percepção sobre a atividade do país.

Para o Brasil, o desempenho chinês tem relevância pelas relações comerciais e pela demanda por commodities agrícolas e minerais.

Nos Estados Unidos, investidores continuam avaliando os efeitos da inflação sobre as próximas decisões do Federal Reserve. A trajetória dos juros americanos influencia os rendimentos dos títulos públicos, o fluxo internacional de recursos e o comportamento das moedas emergentes.

Para o agronegócio brasileiro, a combinação entre câmbio, demanda chinesa e preços internacionais permanece importante na formação das receitas de exportação e dos custos de insumos importados.

Referências de mercado: dólar comercial às 10h e Ibovespa às 10h11 de 19 de outubro, no horário de Brasília. As cotações variam durante o pregão.

Fonte: Portal do Agronegócio

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