Publicado em: 29/07/2024 às 11:20hs
Nesta segunda-feira, 29, o dólar apresenta uma leve queda em relação ao real, enquanto investidores adotam uma postura cautelosa à espera das decisões de política monetária do Banco Central do Brasil, do Federal Reserve (Fed) e do Banco do Japão, que serão divulgadas na quarta-feira.
Às 9h51 (horário de Brasília), o dólar à vista estava cotado a R$ 5,6482, uma baixa de 0,18%. Na B3, o contrato de dólar futuro com primeiro vencimento recuava 0,44%, sendo negociado a R$ 5,644. Na última sexta-feira, o dólar à vista havia encerrado o dia a R$ 5,6583, marcando uma alta de 0,19%.
Os investidores estão atentos às reuniões de bancos centrais ao redor do mundo nesta semana, em busca de indícios sobre a futura política monetária no Brasil e em outros mercados que impactam diretamente a moeda brasileira.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil anunciará sua decisão na quarta-feira. A expectativa é que a taxa Selic seja mantida em 10,50% ao ano pela segunda vez consecutiva, conforme previsões de economistas consultados pela Reuters. As autoridades do Banco Central estão preocupadas com a desancoragem das expectativas de inflação em um cenário global incerto.
Na pesquisa Focus, economistas consultados pelo BC revisaram para cima suas projeções de inflação, prevendo que o IPCA fechará 2024 em 4,10% e 2025 em 3,96%, acima da meta oficial de 3% estabelecida pela instituição.
Eduardo Moutinho, analista de mercados do Ebury Bank, comentou que "diante dos riscos e da depreciação do câmbio, o Copom provavelmente expressará sua preocupação nesta semana e poderá até sugerir ações para controlar a situação". Segundo ele, qualquer sinal de ação por parte do Copom seria um argumento positivo para o real.
O Federal Reserve também divulgará sua decisão de política monetária na quarta-feira, com a expectativa de manutenção da taxa de juros na faixa de 5,25% a 5,50%. No entanto, analistas estarão atentos aos sinais sobre possíveis futuros cortes de juros, especialmente com apostas crescentes no mercado para uma redução em setembro e, possivelmente, outra até o fim do ano. Um corte nos juros pode enfraquecer o dólar, tornando-o menos atraente comparado a outros ativos.
A reunião do Banco do Japão, também prevista para quarta-feira, será observada de perto, com especulações sobre um possível aumento da taxa de juros. A expectativa de um aperto monetário no Japão já havia valorizado o iene na semana passada, pressionando as moedas de mercados emergentes.
Os preços das commodities, outro fator relevante para a fraqueza das moedas emergentes, continuam no radar dos investidores, especialmente em relação à reação da China às perspectivas econômicas desfavoráveis.
Na sessão desta segunda-feira, o desempenho do dólar frente a moedas de mercados emergentes foi misto. A divisa norte-americana avançou frente ao rand sul-africano, mas permaneceu estável frente ao peso mexicano e ao peso chileno. O índice do dólar, que mede o desempenho da moeda americana frente a uma cesta de seis divisas, subia 0,23%, alcançando 104,610.
Fonte: Portal do Agronegócio
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