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Mercado Financeiro

Dólar cai abaixo de R$ 5 e Ibovespa supera 208 mil pontos com eleições e inflação no radar

Moeda americana recuava 0,50% às 10h15 desta sexta-feira (9), enquanto a Bolsa avançava 1,14% às 10h20; investidores acompanham pesquisas eleitorais e perspectivas para os juros.


Publicado em: 09/10/2026 às 11:11hs

Dólar cai abaixo de R$ 5 e Ibovespa supera 208 mil pontos com eleições e inflação no radar

O dólar voltou a cair frente ao real na manhã desta sexta-feira (9), enquanto o Ibovespa ampliou os ganhos registrados na sessão anterior. Às 10h15, no horário de Brasília, a moeda americana era negociada a R$ 4,999, com queda de 0,50%. Às 10h20, o principal índice da B3 subia 1,14%, aos 208.568 pontos, segundo acompanhamento do UOL. As cotações são parciais e não representam o fechamento do pregão.

O mercado financeiro brasileiro divide as atenções entre a disputa presidencial, os dados de inflação e o cenário internacional. A combinação desses fatores influencia o câmbio, as ações e as expectativas para a trajetória dos juros.

Dólar retoma queda após estabilidade na véspera

Na quinta-feira (8), o dólar à vista encerrou a sessão próximo de R$ 5,024, após oscilar em uma faixa estreita. Durante o pregão, os investidores aguardavam a divulgação de uma nova pesquisa eleitoral e acompanhavam as declarações dos candidatos sobre suas propostas econômicas.

A queda desta sexta-feira dá continuidade à valorização do real observada após o primeiro turno. Segundo o acompanhamento do UOL, a moeda americana acumulava baixa de aproximadamente 3,6% na semana e havia recuado do patamar de R$ 5,22 para perto de R$ 5.

Pesquisa Datafolha atualiza cenário do segundo turno

A pesquisa Datafolha divulgada após o pregão de quinta-feira passou a integrar a avaliação dos investidores. O levantamento mostrou Flávio Bolsonaro (PL) com 52% dos votos válidos e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 48%.

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, colocando os candidatos em situação de empate técnico, embora Flávio apareça numericamente à frente.

Parte dos agentes financeiros associa uma eventual mudança de governo à possibilidade de maior controle dos gastos públicos. Essa leitura, porém, representa uma expectativa do mercado, e não a confirmação de medidas ou de seus resultados.

Na véspera, o debate fiscal ganhou espaço após reportagem sobre possíveis alterações nos reajustes de despesas obrigatórias. Flávio negou planos de mudar a correção dos benefícios da Previdência e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e afirmou que pretende reajustar aposentadorias acima da inflação.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, por sua vez, questionou a avaliação favorável de parte do mercado e argumentou que as propostas precisam considerar os efeitos sobre a atividade econômica e o emprego.

Inflação de setembro reforça atenção aos juros

A inflação também ganhou destaque no pregão. Segundo informações divulgadas pela Folha de S.Paulo sobre os dados do IBGE, o IPCA avançou 0,82% em setembro, acima da expectativa de 0,76%. No acumulado de 12 meses, o índice chegou a 4,58%, superando o limite superior da meta, de 4,5%.

O resultado acrescenta cautela às avaliações sobre o espaço para redução dos juros. Ao mesmo tempo, os investidores continuam ajustando posições em função das expectativas eleitorais e fiscais.

Ibovespa amplia ganhos da sessão anterior

A Bolsa brasileira iniciou a sexta-feira em alta após avançar 0,94% na quinta-feira, quando terminou aos 206.220 pontos, conforme o acompanhamento do UOL. Com a valorização registrada às 10h20, o índice voltou a superar os 208 mil pontos.

No exterior, o recuo do petróleo trouxe algum alívio aos mercados na manhã desta sexta-feira. Ainda assim, as tensões no Oriente Médio permanecem relevantes para as perspectivas de inflação e para o comportamento dos ativos, segundo a cobertura do UOL.

Para o agronegócio, a oscilação do câmbio mantém importância no planejamento comercial: a cotação do dólar participa da formação das receitas de exportação em reais e dos custos de insumos importados. O efeito sobre cada operação depende também dos preços internacionais, dos contratos e do momento de compra ou venda.

Fonte: Portal do Agronegócio

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