Publicado em: 31/07/2024 às 10:50hs
O dólar apresentou valorização frente ao real nesta quarta-feira, contrariando a tendência observada em outros mercados internacionais. A movimentação reflete a aversão ao risco por parte dos investidores, que estão atentos às próximas decisões de política monetária tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Além disso, a recente elevação dos juros anunciada pelo Banco do Japão e a disputa pela Ptax influenciam o cenário.
Às 9h43, o dólar à vista registrava alta de 0,84%, sendo cotado a R$ 5,6671 para venda. Na B3, o contrato de dólar futuro com vencimento mais próximo subia 0,78%, negociado a R$ 5,6535.
Na terça-feira, o dólar à vista fechou o dia cotado a R$ 5,6197, uma leve queda de 0,10%.
Nesta sessão, as atenções dos agentes financeiros estão voltadas para as decisões de juros em diferentes partes do mundo, que podem oferecer sinais importantes sobre o futuro das políticas monetárias e seus impactos nos ativos brasileiros.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil finaliza sua reunião de dois dias nesta quarta-feira, com a expectativa de manter a taxa Selic em 10,50% ao ano pela segunda vez consecutiva. O anúncio oficial está previsto para as 18h30, e os mercados estarão atentos ao comunicado que acompanhará a decisão.
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve também divulgará sua decisão de política monetária nesta quarta-feira. A expectativa é de que a taxa de juros seja mantida entre 5,25% e 5,50%. Os analistas estarão de olho nas sinalizações do Fed sobre os próximos passos da política monetária.
A possibilidade de cortes nos juros americanos em setembro tem ganhado força, com expectativas de uma nova redução até o final do ano. "Se a queda na taxa de juros começar por lá, acaba trazendo um certo alívio para o nosso câmbio", explicou Diego Faust, operador de renda variável da Manchester Investimentos. Ele acrescentou que essa expectativa pode abrir espaço para o Banco Central brasileiro seguir com o ciclo de redução dos juros.
Na manhã desta quarta-feira, o Banco do Japão surpreendeu ao elevar sua taxa básica de juros para 0,25%, contrariando a expectativa de muitos analistas, que esperavam a manutenção dos níveis anteriores. A especulação sobre um aperto monetário no Japão fortaleceu o iene, pressionando moedas de mercados emergentes.
Nesta sessão, o iene continuou a se valorizar, com o dólar caindo 1,75% frente à moeda japonesa, cotado a 150,08. O comportamento do dólar em mercados emergentes foi misto, com queda frente ao rand sul-africano e ao peso chileno, e alta em relação ao peso mexicano.
Outro fator relevante nesta quarta-feira é a disputa entre comprados e vendidos pela formação da taxa Ptax de fim de mês, que serve como referência para a liquidação de contratos futuros. A Ptax de fim de mês também será definida hoje.
Os mercados permanecem atentos aos preços das commodities, especialmente do petróleo, após o assassinato do líder do Hamas, Ismail Haniyeh, no Irã, ocorrido na madrugada de quarta-feira.
O índice do dólar, que mede o desempenho da moeda americana frente a uma cesta de seis divisas, registrava queda de 0,43%, a 104,000.
Fonte: Portal do Agronegócio
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