Publicado em: 07/03/2024 às 11:05hs
Em fevereiro, o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) apresentou uma deflação de 0,41%, surpreendendo as expectativas do Termômetro CMA, que projetava uma queda de 0,27%. Após registrar -0,27% em janeiro, o índice acumula uma queda de -0,67% no ano e de expressivos -4,04% nos últimos 12 meses. Vale ressaltar que, no mesmo período de 2023, o índice havia variado 0,04%, acumulando um aumento de 1,53% em 12 meses.
Segundo André Braz, Coordenador dos Índices de Preços, o Índice ao Produtor (IPA) experimentou uma nova queda, abrangendo uma variedade de itens. Destacam-se as notáveis variações em produtos como o minério de ferro, que transitou de um aumento de 2,27% para uma redução de 4,94%, o milho, alterando de um leve acréscimo de 0,07% para uma queda de 5,27%, e o arroz, que oscilou de um crescimento de 3,72% para uma diminuição de 4,18%. Mesmo com esses recuos, a queda geral do Índice de Preços ao Produtor (IPA) não foi mais acentuada devido à elevação nos preços de itens como os ovos, que experimentaram uma mudança de uma queda de 4,86% para um expressivo aumento de 12,97%, e o leite in natura, cujo preço cresceu de 0,39% para 4,35%.
O IPA registrou uma queda de 0,76% em fevereiro, em comparação com a queda de 0,59% no mês anterior. Ao analisar os estágios de processamento, a taxa do grupo Bens Finais variou de 0,57% em janeiro para 0,50% em fevereiro, com a principal contribuição vindo do subgrupo bens de investimento, cuja variação passou de 0,33% para -0,87%. O índice de Bens Finais (ex), excluindo alimentos in natura e combustíveis para o consumo, caiu 0,19% em fevereiro, após uma elevação de 0,18% em janeiro.
A taxa do grupo Bens Intermediários passou de -1,18% em janeiro para -0,17% em fevereiro, com o subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção sendo o principal responsável pela taxa menos negativa, com uma variação de -5,80% para 0,74%. O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão de combustíveis e lubrificantes para a produção, caiu 0,34% em fevereiro, ante uma queda de 0,30% no mês anterior.
O estágio das Matérias-Primas Brutas caiu 2,70% em fevereiro, após uma baixa de 1,12% em janeiro. Itens como minério de ferro, milho em grão e mandioca/aipim contribuíram para esse movimento. Em sentido oposto, vale citar a soja em grão, que registrou uma queda de 10,02%, leite in natura, com um aumento de 4,35%, e cana-de-açúcar, que teve uma variação de -0,16%.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,55% em fevereiro, em comparação com a alta de 0,61% em janeiro. Duas das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação: Educação, Leitura e Recreação (de 2,59% para -1,17%) e Alimentação (de 1,54% para 1,06%). Cursos formais e hortaliças e legumes foram os principais itens que influenciaram esse movimento.
Em contrapartida, os grupos Transportes (-0,17% para 0,87%), Despesas Diversas (0,19% para 2,05%), Habitação (0,10% para 0,32%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,30% para 0,56%), Vestuário (-0,27% para 0,34%) e Comunicação (0,13% para 0,43%) apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. Nesses grupos, as maiores influências foram provenientes de itens como gasolina (de -0,66% para 2,60%), serviços bancários (de 0,09% para 3,51%), aluguel residencial (de -1,24% para 2,98%), artigos de higiene e cuidado pessoal (de 0,04% para 0,95%), roupas (de -0,34% para 0,33%) e mensalidade para TV por assinatura (de -0,37% para 1,47%).
As informações são da Fundação Getúlio Vargas.
Fonte: Portal do Agronegócio
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