Mercado Financeiro

Café inicia semana em queda nas bolsas internacionais com pressão da safra brasileira

Expectativa de produção acima de 70 milhões de sacas no Brasil pressiona cotações de arábica e robusta no mercado global


Publicado em: 30/03/2026 às 11:06hs

Café inicia semana em queda nas bolsas internacionais com pressão da safra brasileira

O mercado global de café abriu a semana em baixa nas principais bolsas internacionais, refletindo o aumento das expectativas de oferta, impulsionado principalmente pelo avanço da safra brasileira. O movimento reforça o cenário de pressão sobre os preços e mantém os agentes atentos às perspectivas de produção.

Queda do café arábica em Nova York

Na Bolsa de Nova York, os contratos futuros do café arábica registraram recuos expressivos na abertura dos negócios.

O contrato com vencimento em maio de 2026 foi cotado a 295,40 centavos de dólar por libra-peso, com queda de 630 pontos. Já o contrato de julho de 2026 recuou 615 pontos, sendo negociado a 289,75 centavos/lb. Para setembro de 2026, a baixa foi de 585 pontos, com cotações a 278,75 centavos/lb.

Robusta também recua na Bolsa de Londres

O café robusta acompanhou o movimento negativo na Bolsa de Londres, com perdas relevantes nos principais vencimentos.

O contrato para maio de 2026 foi negociado a US$ 3.496 por tonelada, com queda de 97 pontos. O vencimento de julho de 2026 caiu 98 pontos, cotado a US$ 3.418 por tonelada, enquanto o contrato de setembro de 2026 recuou 93 pontos, para US$ 3.362 por tonelada.

Safra brasileira mais robusta pressiona o mercado

A pressão sobre os preços está diretamente ligada às expectativas de uma safra mais volumosa no Brasil. O mercado projeta uma produção acima de 70 milhões de sacas para o ciclo 2026/27, o que amplia a percepção de oferta global e limita movimentos de alta nas cotações.

Esse cenário mantém o viés negativo das últimas sessões, com fundos e demais agentes ajustando posições diante de uma perspectiva mais confortável de abastecimento.

Produtor deve redobrar atenção às estratégias de comercialização

Para o produtor brasileiro, o início da semana sinaliza cautela. A combinação entre maior oferta prevista e a proximidade da colheita tende a pressionar ainda mais os preços.

Diante desse ambiente, as estratégias de comercialização ganham ainda mais relevância, especialmente para aqueles que ainda não realizaram travas de preços e buscam melhores oportunidades de negociação.

Mercado segue volátil e atento ao clima

Apesar da pressão atual, o mercado do café continua sensível a fatores como clima e revisões nas estimativas de produção. Mudanças nesses elementos podem provocar oscilações rápidas nas cotações.

Com isso, o acompanhamento constante do mercado permanece essencial para tomada de decisão, em um cenário marcado por elevada volatilidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

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