Publicado em: 25/03/2026 às 11:05hs
O ambiente econômico internacional continua marcado por incertezas, especialmente devido a conflitos geopolíticos e ajustes nas políticas monetárias. De acordo com análise do Rabobank, a intensificação do conflito no Oriente Médio já provoca impactos relevantes, principalmente após ataques a infraestruturas energéticas, o que eleva os riscos de oferta e pressiona os preços do petróleo.
Nos Estados Unidos, a autoridade monetária optou por manter a taxa básica de juros na faixa entre 3,5% e 3,75% ao ano, decisão já amplamente esperada pelo mercado.
O Rabobank revisou suas projeções e passou a estimar dois cortes de juros ao longo de 2026, com possibilidade de novos ajustes dependendo da evolução do cenário geopolítico e de seus efeitos sobre a economia global.
No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu reduzir a taxa Selic em 25 pontos-base, levando-a a 14,75% ao ano. A decisão foi unânime e em linha com o consenso do mercado, embora abaixo de algumas expectativas.
A autoridade monetária indicou que o início do ciclo de flexibilização ocorre em um contexto de desaceleração da atividade econômica e de convergência da inflação para níveis mais próximos da meta. No entanto, evitou sinalizar os próximos passos, destacando que futuras decisões dependerão da evolução dos dados econômicos e do cenário externo.
Segundo a instituição, a escalada das tensões geopolíticas — especialmente envolvendo o Estreito de Ormuz — mantém elevado o grau de incerteza sobre os impactos de um petróleo mais caro na economia global.
No cenário doméstico, também pesam as incertezas fiscais em um ano eleitoral, além de dúvidas relacionadas ao ambiente tarifário.
O movimento recente levou à revisão das estimativas de inflação. A projeção para o IPCA de 2026 foi ajustada de 4,1% para 4,4%.
Apesar disso, a expectativa para a trajetória da Selic foi mantida pelo Rabobank.
No mercado cambial, o dólar encerrou a semana anterior cotado a R$ 5,3188, com leve valorização do real. Ainda assim, a projeção do banco aponta para a moeda norte-americana em R$ 5,55 ao final de 2026.
A agenda econômica da semana inclui a divulgação da ata do Copom, do Relatório de Política Monetária e do IPCA-15 de março.
Também estão no radar dados sobre contas externas e investimento estrangeiro direto. Na América Latina, o mercado acompanha ainda a decisão de juros no Chile.
Fonte: Portal do Agronegócio
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