Publicado em: 11/02/2026 às 11:45hs
O Bradesco estima que sua carteira de crédito voltada ao agronegócio cresça entre 15% e 20% em 2026, resultado impulsionado principalmente pela renovação das operações atuais e pela reposição natural do portfólio.
A previsão foi apresentada pelo diretor de Agronegócios do banco, Roberto França, durante o Show Rural Coopavel, realizado em Cascavel (PR).
Segundo o executivo, o crescimento orgânico pode alcançar cerca de 15% apenas com a renovação dos contratos existentes.
“Se eu renovar todas as operações dos nossos clientes, terei o portfólio atual somado ao aumento das taxas de juros. Isso representa um crescimento orgânico de quase 15% só com renovações”, afirmou França.
Apesar da perspectiva positiva, o diretor destacou que o custo do crédito ainda é o principal desafio para o produtor rural.
“A taxa Selic elevada aumenta o custo financeiro, muitas vezes acima da rentabilidade do caixa livre do produtor”, explicou.
Esse cenário de juros altos tem levado o banco a adotar estratégias mais cautelosas na concessão de novos financiamentos, buscando equilibrar o crescimento da carteira com a saúde financeira dos clientes.
Atualmente, cerca de 90% dos clientes rurais do Bradesco mantêm suas obrigações financeiras em dia, enquanto 10% apresentam algum nível de endividamento que requer acompanhamento mais próximo.
França lembrou que o endividamento do produtor não se limita a uma única instituição financeira:
“Normalmente, o produtor rural tem crédito em mais de um banco. O endividamento total é a soma de todos os compromissos assumidos em diferentes instituições.”
Dentro do grupo de produtores com maior dificuldade, o Bradesco observa que metade consegue reequilibrar as finanças por meio de renegociações.
Entretanto, aproximadamente 5% dos casos são considerados mais graves, exigindo medidas diferenciadas.
“Quando o cliente demonstra vontade de negociar, o banco flexibiliza as condições e busca soluções personalizadas”, destacou França.
Fonte: Portal do Agronegócio
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