Mercado Financeiro

Bolsas Mundiais Operam sem Direção Definida com Olhar em Juros e Balanços Corporativos

Expectativa por decisão do Federal Reserve e resultados de grandes empresas mantém investidores cautelosos; Ibovespa acompanha tendência global e oscila em leve baixa


Publicado em: 26/01/2026 às 11:25hs

Bolsas Mundiais Operam sem Direção Definida com Olhar em Juros e Balanços Corporativos
Mercados Internacionais Começam a Semana em Ritmo de Cautela

Os principais índices de ações globais iniciaram a semana sem direção definida. Investidores adotam postura de prudência diante da proximidade da decisão de juros do Federal Reserve (Fed) e da divulgação de balanços corporativos nos Estados Unidos, fatores que devem guiar o comportamento dos mercados nos próximos dias.

De acordo com dados atualizados nesta segunda-feira (26), o ouro segue em forte valorização, refletindo a busca por ativos de proteção diante das incertezas econômicas.

Wall Street: Expectativa por Juros e Resultados Mantém Índices Estáveis

Em Nova York, os mercados abriram com movimentos moderados e mistos:

  • Dow Jones recuava 0,58%, refletindo ajustes setoriais;
  • S&P 500 registrava leve alta de 0,03%;
  • Nasdaq Composite avançava 0,28%, puxada por ações de tecnologia.

O avanço dos metais preciosos impulsionava papéis de mineradoras listadas em Wall Street, como Gold Fields, Harmony Gold e Sibanye Stillwater, com ganhos entre 3% e 5%.

De acordo com analistas, o foco do mercado segue voltado para a decisão de política monetária do Fed, prevista para esta semana, que deve indicar os próximos passos dos juros nos EUA.

Europa: Bolsas em Queda com Investidores Recuados

As principais bolsas europeias operaram em leve baixa, acompanhando o cenário de cautela global. O índice Stoxx 600 recuava 0,2%, pressionado por setores de viagens e energia.

  • Entre os mercados nacionais:
  • CAC 40 (França): queda de 0,2%;
  • DAX (Alemanha): variação positiva próxima de 0,1%;
  • FTSE 100 (Reino Unido): baixa de 0,1%.

A cautela é explicada pela espera de novos dados econômicos e pelo impacto das tensões comerciais entre grandes economias.

Ásia: Sessões Enceram com Movimentos Mistos

Os mercados asiáticos fecharam sem tendência única, refletindo o equilíbrio entre ganhos no setor financeiro e perdas nas empresas de tecnologia.

  • No fechamento do pregão:
  • Shanghai Composite (China): -0,09%;
  • CSI 300 (China): +0,10%;
  • Hang Seng (Hong Kong): +0,06%;
  • Nikkei (Japão): -1,8%;
  • KOSPI (Coreia do Sul): -0,81%;
  • TAIEX (Taiwan): +0,32%;
  • Straits Times (Cingapura): -0,62%.

Segundo analistas locais, as bolsas asiáticas seguem acompanhando o comportamento das commodities e as projeções de crescimento econômico da região.

Brasil: Ibovespa Oscila em Linha com Cenário Global

No mercado doméstico, o Ibovespa opera em leve queda, refletindo a influência externa e o compasso de espera dos investidores diante das decisões de política monetária nos Estados Unidos.

O índice brasileiro registrava desvalorização marginal, acompanhando o desempenho negativo de bolsas internacionais. Papéis ligados a commodities, como petróleo e mineração, limitavam as perdas do pregão.

O câmbio também apresentava volatilidade, com o dólar oscilando próximo de R$ 5,00, em meio à cautela global e fluxo estrangeiro reduzido.

Panorama dos Principais Índices
  • Américas
    • Ibovespa: 178.461 pontos (-0,2%)
    • Dow Jones: 49.098 pontos (-0,58%)
    • S&P 500: 6.915 pontos (+0,03%)
    • Nasdaq: 23.501 pontos (+0,28%)
  • Europa
    • Stoxx 600: -0,2%
    • DAX (Alemanha): +0,1%
    • FTSE 100 (Reino Unido): -0,1%
    • CAC 40 (França): -0,2%
  • Ásia
    • Shanghai Composite: -0,09%
    • Nikkei: -1,8%
    • Hang Seng: +0,06%
Fatores-Chave no Radar do Mercado

Nos próximos dias, investidores devem acompanhar três pontos principais que podem definir o rumo dos mercados:

  • Decisão de juros do Federal Reserve (EUA), que pode influenciar o fluxo global de capitais;
  • Divulgação de balanços corporativos de grandes empresas de tecnologia e energia;
  • Tensões comerciais e tarifárias entre as principais economias, que continuam impactando commodities e câmbio.

Fonte: Portal do Agronegócio

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