Publicado em: 19/01/2026 às 10:55hs
As principais bolsas de valores do mundo iniciaram a semana em queda nesta segunda-feira (19), refletindo a combinação de tensões geopolíticas, incertezas econômicas e baixa liquidez devido ao feriado nos Estados Unidos. Mesmo com os mercados americanos fechados, o clima de cautela prevaleceu nas bolsas da Europa e da Ásia, enquanto o Ibovespa, no Brasil, registrou leve correção após atingir recordes recentes.
Nos Estados Unidos, o feriado de Martin Luther King Jr. manteve as bolsas fechadas, mas os contratos futuros apontaram para uma abertura negativa no próximo pregão.
O sentimento de risco permanece elevado entre investidores, diante de incertezas quanto à política monetária americana e novos atritos comerciais com parceiros internacionais.
As bolsas europeias encerraram o dia em baixa, pressionadas pelas declarações do presidente dos Estados Unidos, que ameaçou aumentar em 10% as tarifas sobre produtos de oito países europeus. A medida reacendeu preocupações sobre uma possível guerra comercial transatlântica.
O clima político tenso contribuiu para a aversão ao risco e derrubou as principais ações do setor industrial e automotivo europeu.
Na Ásia, o movimento foi desigual. Os investidores reagiram aos novos dados que mostraram que o PIB da China cresceu 4,5% no último trimestre de 2025, o menor ritmo em três anos, refletindo a fraqueza da demanda interna.
Ainda assim, o banco central chinês adotou medidas de estímulo, incluindo cortes em taxas específicas e possíveis reduções adicionais nos depósitos compulsórios, buscando sustentar o crescimento em 2026.
No Brasil, o Ibovespa acompanhou o movimento global de cautela e encerrou o dia com leve queda de 0,5%, após ter renovado recordes históricos na semana anterior. O movimento reflete a realização de lucros e a influência das bolsas externas.
O índice operou próximo dos 167 mil pontos, enquanto o dólar manteve estabilidade e as commodities agrícolas seguiram o comportamento internacional, com o mercado ainda atento ao desempenho da economia chinesa — principal parceira comercial do Brasil.
Diante das incertezas globais, investidores buscaram proteção em ativos considerados seguros. O ouro e a prata voltaram a subir, alcançando novas máximas históricas em dólares, em meio à fuga de risco dos mercados acionários.
Os próximos dias devem seguir marcados por volatilidade, com os mercados monitorando novos indicadores econômicos e discursos de autoridades monetárias.
A expectativa é que o ritmo de crescimento global desacelere no início de 2026, o que pode manter os investidores em compasso de espera.
Fonte: Portal do Agronegócio
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