Publicado em: 31/03/2026 às 11:13hs
Os mercados financeiros internacionais seguem atentos aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio nesta terça-feira (31), fator que continua influenciando diretamente o comportamento dos investidores e os preços das commodities, especialmente o petróleo.
O cenário global é marcado por volatilidade, com bolsas apresentando movimentos mistos ao longo do dia, refletindo cautela e ajustes de posição por parte dos agentes financeiros.
Em Wall Street, os índices futuros operavam em alta antes da abertura dos mercados. Os contratos do S&P 500 e do Dow Jones Industrial Average subiam cerca de 0,9%, enquanto o Nasdaq avançava 0,8%, sinalizando recuperação após sessões recentes de instabilidade.
Na Europa, o movimento também era positivo. O FTSE 100, de Londres, registrava alta de 0,9%, enquanto o CAC 40, de Paris, subia 0,5%. Já o DAX, de Frankfurt, avançava 0,6%, acompanhando o otimismo moderado dos investidores.
Na Ásia, o desempenho foi majoritariamente negativo, com destaque para perdas mais acentuadas em alguns mercados.
O índice Nikkei 225, em Tóquio, caiu 1,6%, apagando os ganhos acumulados no ano após o início das tensões geopolíticas. Na Coreia do Sul, o Kospi recuou 4,3%, refletindo maior aversão ao risco.
Na China, o Shanghai Composite caiu 0,8% no fechamento, enquanto o CSI300 teve baixa próxima de 1%. Já o Hang Seng apresentou leve alta, de cerca de 0,15% a 0,2%.
No acumulado de março, os mercados chineses registraram forte queda. O índice de Xangai recuou 6,5%, sua pior performance mensal desde janeiro de 2022, enquanto o Hang Seng caiu 6,9%, marcando o pior resultado desde o início de 2024.
Apesar da divulgação de dados positivos do setor industrial, o otimismo não foi suficiente para sustentar os mercados. O índice oficial de gerentes de compras (PMI) da indústria chinesa subiu para 50,4 em março, atingindo o maior nível em 12 meses e indicando expansão da atividade.
Ainda assim, investidores seguem preocupados com uma possível desaceleração do crescimento global e com impactos nas cadeias de suprimentos, fatores que podem afetar diretamente as exportações da China nos próximos meses.
Setores como carvão e semicondutores lideraram as perdas nas bolsas chinesas, com quedas de 3,8% e 3,7%, respectivamente.
Em meio ao cenário de incerteza, ativos considerados seguros registraram valorização. O ouro subia cerca de 0,6%, cotado a US$ 4.584,10 por onça, enquanto a prata avançava 3,7%, a US$ 73,17 por onça.
A alta reflete a migração de investidores para ativos de proteção diante do aumento do risco geopolítico.
No Brasil, o Ibovespa operava em leve alta no início do pregão desta terça-feira, buscando se manter acima dos 182 mil pontos.
No fechamento anterior, o índice havia avançado 0,53%, aos 182.514 pontos, com volume financeiro de R$ 25,5 bilhões.
Entre os principais destaques positivos estão as ações da Vale e da Petrobras, que sustentam o desempenho do índice em meio ao cenário externo mais favorável para commodities.
O dólar operava com leve variação, próximo de R$ 5,24, enquanto o mercado local segue atento tanto ao ambiente internacional quanto a fatores internos, como notícias corporativas e perspectivas econômicas.
Apesar do suporte vindo das commodities, papéis do setor varejista têm apresentado desempenho mais fraco recentemente, refletindo preocupações com consumo e juros.
A tendência para os próximos dias é de manutenção da volatilidade nos mercados globais, à medida que investidores acompanham os desdobramentos no Oriente Médio e seus impactos sobre petróleo, inflação e crescimento econômico global.
No Brasil, o comportamento do Ibovespa deve continuar atrelado ao cenário externo e ao desempenho das commodities, especialmente petróleo e minério de ferro, além do fluxo de capital estrangeiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
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