Publicado em: 08/05/2026 às 10:55hs
Os mercados financeiros globais encerraram a semana em clima de cautela, refletindo a escalada das tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã, além da expectativa dos investidores em torno de novos dados econômicos e da visita do presidente norte-americano Donald Trump à China na próxima semana.
No Brasil, o Ibovespa futuro abriu esta sexta-feira (8) em recuperação, após o forte recuo registrado no pregão anterior, pressionado principalmente pela desvalorização das ações da Petrobras diante da queda internacional do petróleo. O dólar futuro também iniciou o dia em baixa, reforçando o movimento de ajuste nos mercados domésticos.
Em Nova York, os principais índices acionários encerraram a quinta-feira no vermelho, pressionados pelo aumento da aversão ao risco global e pelas incertezas sobre o cenário energético internacional.
O índice S&P 500 recuou 0,38%, enquanto o Dow Jones caiu 0,63%. Já a Nasdaq teve baixa mais moderada, de 0,13%, refletindo a realização de lucros em empresas de tecnologia.
Na Europa, o movimento também foi predominantemente negativo. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 1,1%, com investidores monitorando os impactos da crise no Golfo Pérsico sobre os custos de energia e inflação.
Entre os principais mercados europeus:
O receio de novos ataques na região do Oriente Médio e possíveis interrupções no transporte marítimo de petróleo voltou a elevar a volatilidade nos ativos globais.
Na Ásia, os mercados encerraram a semana com comportamento misto, mas as bolsas chinesas consolidaram o quinto ganho semanal consecutivo, sustentadas pela expectativa de novos estímulos econômicos e avanços nas negociações comerciais entre Pequim e Washington.
O índice CSI300, que reúne as maiores empresas de Xangai e Shenzhen, caiu 0,58% no fechamento desta sexta-feira, mas acumulou alta semanal de 1,34%.
O índice SSEC, de Xangai, encerrou estável aos 4.179 pontos e registrou valorização semanal de 1,65%, na maior sequência positiva desde julho do ano passado.
Já o Hang Seng, de Hong Kong, recuou 0,87% no dia, aos 26.393 pontos, embora tenha acumulado avanço de 2,39% na semana.
Entre os destaques da região:
O setor de semicondutores liderou as perdas nos mercados chineses, com investidores realizando lucros após recentes altas expressivas.
A retomada dos confrontos entre forças norte-americanas e iranianas no Golfo Pérsico reacendeu preocupações sobre o abastecimento global de petróleo e a estabilidade geopolítica da região.
O novo ataque registrado nos Emirados Árabes Unidos aumentou as dúvidas sobre a manutenção do cessar-fogo firmado há cerca de um mês, reduzindo o otimismo em relação a uma solução diplomática para o conflito.
O cenário segue pressionando os contratos internacionais de petróleo, além de influenciar diretamente ações ligadas ao setor de energia em diversas bolsas do mundo.
No mercado brasileiro, o Ibovespa futuro abriu esta sexta-feira em alta de 0,44%, aos 186.095 pontos, em movimento de recuperação técnica após a forte queda superior a 2% registrada no pregão anterior.
O dólar futuro operava em baixa de 0,38%, cotado a R$ 4,94, acompanhando o fluxo internacional mais favorável às moedas emergentes nesta abertura.
Os investidores seguem atentos:
O cenário internacional segue sendo monitorado de perto pelo agronegócio brasileiro, principalmente pelos efeitos sobre:
A volatilidade do petróleo e do dólar tende a impactar diretamente os custos operacionais do setor, especialmente em atividades intensivas em transporte e consumo de diesel.
Ao mesmo tempo, a valorização acumulada das bolsas chinesas mantém o mercado atento à demanda da China por soja, milho, carnes e celulose, segmentos estratégicos para a balança comercial brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
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