Publicado em: 13/04/2026 às 11:05hs
O mercado financeiro voltou a ajustar suas expectativas para a economia brasileira, conforme os dados mais recentes do Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central. As projeções indicam avanço na inflação para os próximos anos, estabilidade no crescimento econômico e leve redução nas estimativas para o dólar.
As instituições financeiras elevaram a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 4,36% para 4,71% em 2026. O índice segue acima da meta oficial de inflação, fixada em 3,00%, reforçando a percepção de pressão inflacionária no médio prazo.
A expectativa para os preços administrados — aqueles controlados por contratos ou pelo setor público — subiu de 4,27% para 4,87% em 2026.
Já a projeção para o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) avançou de 3,73% para 3,86%, indicando elevação em diferentes indicadores de inflação.
Para 2027, a estimativa para o IPCA foi elevada de 3,85% para 3,91%, permanecendo acima da meta de 3,00%.
No mesmo período:
As perspectivas para o crescimento econômico brasileiro foram mantidas:
O Banco Central projeta uma expansão de 1,6% para 2026, conforme o Relatório de Política Monetária mais recente, indicando uma visão mais conservadora em relação ao mercado.
A previsão para a taxa básica de juros (Selic) ao final de 2026 permaneceu em 12,50%. Considerando o nível atual de 14,75%, o mercado projeta uma redução de 2,25 pontos percentuais até o fim do período.
Para 2027, a estimativa segue em 10,50%, indicando continuidade no processo de flexibilização monetária.
As estimativas para a taxa de câmbio foram revisadas para baixo:
Na comparação com quatro semanas atrás, as projeções indicam estabilidade e leve valorização do real frente à moeda norte-americana.
O conjunto das projeções do Boletim Focus aponta para um cenário de inflação acima da meta, mesmo diante da expectativa de queda nos juros e leve melhora no câmbio. O ambiente reforça os desafios para a condução da política monetária e o controle dos preços nos próximos anos.
Fonte: Portal do Agronegócio
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