Publicado em: 19/02/2026 às 11:05hs
O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), calculado pelo Banco Central do Brasil, registrou queda de 0,18% em dezembro de 2025 em comparação com novembro, considerando a série com ajuste sazonal. O resultado veio melhor do que o previsto pelo mercado, que estimava retração de 0,50%, demonstrando resiliência na atividade econômica no fechamento do ano.
Nos dados sem ajuste sazonal, o indicador atingiu 107,2 pontos, representando alta de 3,05% em relação a dezembro de 2024.
Mesmo com o recuo no último mês do ano, o IBC-Br fechou 2025 com alta acumulada de 2,45%, refletindo um desempenho sólido da economia brasileira. O número confirma que o país manteve trajetória de expansão, embora em ritmo mais moderado que o observado em 2024.
Segundo o Banco Central, o indicador aponta para um avanço consistente nos principais setores produtivos, sustentado pela agropecuária e pela indústria de transformação.
O desempenho setorial de dezembro mostra que alguns setores da economia continuaram impulsionando o crescimento, enquanto outros sentiram o impacto da política monetária restritiva:
De acordo com economistas, sem o bom desempenho da agropecuária, o índice teria mostrado queda mais acentuada no mês.
Na comparação entre o trimestre encerrado em dezembro de 2025 e o trimestre imediatamente anterior, o IBC-Br apresentou alta de 0,4%, evidenciando que a economia manteve ritmo de crescimento moderado no final do ano.
Na base de 12 meses, o índice acumulou elevação de cerca de 2,5%, reforçando que o país encerrou o ano com expansão, ainda que mais fraca do que a observada em períodos anteriores.
O IBC-Br é um indicador criado pelo Banco Central do Brasil para antecipar o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB), servindo como uma espécie de “prévia” da economia. O índice considera informações de produção na agropecuária, indústria, serviços e arrecadação de impostos, oferecendo um panorama mensal da atividade econômica nacional.
Embora o IBC-Br não substitua o PIB oficial, divulgado pelo IBGE, ele é amplamente utilizado por analistas e investidores como referência para projeções econômicas e decisões de política monetária.
O desempenho do IBC-Br no fim de 2025 — com queda moderada em dezembro e crescimento acumulado no ano — reforça o cenário de desaceleração gradual da economia, alinhado à estratégia de contenção da inflação conduzida pelo Banco Central.
Esse comportamento deve influenciar as expectativas do mercado financeiro para 2026, especialmente quanto ao ritmo de cortes da taxa Selic. Um ambiente econômico ainda resiliente tende a limitar a velocidade de redução dos juros, segundo analistas consultados.
Fonte: Portal do Agronegócio
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