Publicado em: 13/04/2026 às 11:20hs
O mercado de açúcar encerrou a semana com comportamentos distintos entre o cenário internacional e o doméstico. Enquanto as cotações nas bolsas externas mantiveram trajetória de queda nesta sexta-feira (10), os preços no Brasil reagiram, com avanço no indicador paulista e reversão parcial das perdas acumuladas no início de abril.
Na ICE Futures, em Nova York, os contratos do açúcar bruto fecharam em baixa, reforçando o movimento de desvalorização observado ao longo dos últimos dias.
O contrato com vencimento em maio/26 recuou 0,17 centavo, sendo negociado a 13,75 cents de dólar por libra-peso. O julho/26 caiu 0,22 centavo, para 13,89 cents/lbp, enquanto o outubro/26 registrou queda de 0,24 centavo, encerrando a 14,29 cents/lbp. Os contratos com vencimentos mais longos também acompanharam a tendência de baixa.
Na ICE Europe, em Londres, o açúcar branco seguiu o movimento negativo, porém com intensidade menor nas perdas.
O contrato maio/26 recuou US$ 1,30, sendo negociado a US$ 412,30 por tonelada. O agosto/26 caiu US$ 2,70, para US$ 413,80 por tonelada, enquanto o outubro/26 perdeu US$ 3,00, fechando a US$ 415,90 por tonelada. Os demais vencimentos também registraram desvalorização.
No Brasil, o indicador do açúcar cristal branco em São Paulo, calculado pelo CEPEA/ESALQ, apresentou alta de 1,56% nesta sexta-feira (10).
A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 105,78. Com o resultado, o indicador passou a acumular valorização de 0,30% em abril, revertendo parte das perdas observadas no início do mês e indicando reação no mercado físico.
O contraste entre os mercados marcou o encerramento da semana. Enquanto o cenário internacional permanece pressionado, o Brasil demonstra maior sustentação nos preços, refletindo fatores internos que contribuem para a resiliência do mercado físico diante das oscilações globais.
Fonte: Portal do Agronegócio
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