Publicado em: 13/02/2026 às 11:20hs
Os preços do açúcar recuaram novamente nesta quinta-feira (12), estendendo as perdas observadas nas últimas sessões nas bolsas internacionais e no mercado doméstico. Após uma breve alta registrada no início da semana, o movimento de queda foi retomado, refletindo a pressão de um cenário global de oferta mais elevada e a fraqueza das cotações internas no Brasil.
Na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US), os contratos futuros de açúcar bruto encerraram o pregão em baixa. O vencimento março/26 caiu 0,09 centavo, sendo negociado a 13,75 centavos de dólar por libra-peso.
O contrato maio/26 registrou queda de 0,04 centavo, para 13,48 cents/lbp, enquanto o julho/26 também recuou 0,04 centavo, fechando no mesmo valor. Já o contrato outubro/26 apresentou perda de 0,03 centavo, cotado a 13,84 cents/lbp.
A sequência de quedas reflete a percepção de um mercado bem abastecido e a menor demanda momentânea por parte de compradores internacionais.
O movimento negativo também foi registrado na Bolsa de Londres (ICE Europe), onde o açúcar branco teve uma desvalorização mais intensa. O contrato março/26 recuou US$ 11,10, encerrando a US$ 376,10 por tonelada.
Os demais contratos também seguiram em baixa: maio/26 caiu US$ 4,10, para US$ 400,90 por tonelada; agosto/26 teve queda de US$ 3,20, sendo negociado a US$ 395,10; e outubro/26 fechou o dia a US$ 393,70 por tonelada, redução de US$ 2,90.
O cenário reforça a tendência de fraqueza global nas cotações, com o mercado reagindo à expectativa de uma produção mais volumosa nas principais origens exportadoras.
No Brasil, os preços também seguiram em baixa. Segundo o Indicador Cepea/Esalq, a saca de 50 quilos do açúcar cristal branco foi negociada a R$ 98,53 nesta quinta-feira (12), representando queda diária de 1,14%.
No acumulado de fevereiro, a desvalorização já chega a 6,06%, refletindo o enfraquecimento da demanda no mercado interno e a pressão sobre as usinas, especialmente no estado de São Paulo, principal polo de referência para as cotações do produto.
O mercado internacional segue atento às projeções de superávit global de açúcar, estimado em aproximadamente 11 milhões de toneladas, conforme relatórios recentes do USDA.
Além disso, a revisão positiva da safra chinesa e o cenário climático favorável em países produtores aumentam as perspectivas de oferta elevada, o que reforça o movimento de baixa nas cotações.
Diante disso, o etanol tem se mostrado mais competitivo em algumas regiões, podendo influenciar as decisões de mix produtivo das usinas entre açúcar e biocombustível.
O mercado de etanol hidratado voltou a recuar após leve alta no pregão anterior. De acordo com o Indicador Diário de Paulínia (SP), o biocombustível foi negociado a R$ 3.119,00 por metro cúbico nesta quinta-feira (12), representando queda de 0,40% em relação à sessão anterior.
Com esse resultado, o acumulado de fevereiro aponta retração de 1,22%, confirmando a tendência de baixa também no setor de combustíveis renováveis neste início de mês.
Fonte: Portal do Agronegócio
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