Publicado em: 17/06/2024 às 10:50hs
Nesta segunda-feira, as ações na China encerraram em baixa, com o principal índice de referência fechando no nível mais baixo em mais de dois meses. A queda foi impulsionada por uma série de dados econômicos decepcionantes, que mostraram a persistente fragilidade do setor imobiliário, um dos principais entraves para a economia do país.
O banco central da China manteve inalterada uma taxa de juros importante, conforme esperado, ao renovar os empréstimos de médio prazo que estavam vencendo e retirou alguns fundos do sistema bancário.
Os dados de produção industrial de maio ficaram aquém das expectativas, e a crise no setor imobiliário não mostrou sinais de abrandamento, aumentando a pressão sobre Pequim para tomar medidas que incentivem o crescimento. Apesar disso, as vendas no varejo superaram as previsões devido a um feriado.
Os preços das casas novas na China caíram no ritmo mais rápido em mais de nove anos e meio em maio, conforme dados oficiais divulgados nesta segunda-feira, indicando que o setor imobiliário enfrenta dificuldades, apesar dos esforços do governo para controlar o excesso de oferta e apoiar as incorporadoras endividadas.
Na sexta-feira, dados mostraram que os novos empréstimos bancários na China cresceram muito menos do que o esperado em maio, e alguns dos principais indicadores monetários atingiram níveis recordes de baixa, sugerindo que a segunda maior economia do mundo ainda está lutando para se estabilizar.
No fechamento, o índice de Xangai caiu 0,55%, registrando o menor nível desde 16 de abril, enquanto o índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, teve queda de 0,15%. O índice Hang Seng, de Hong Kong, recuou 0,03%. Em Tóquio, o índice Nikkei caiu 1,83%, fechando a 38.102 pontos.
Resumo dos Índices Asiáticos:
Fonte: Portal do Agronegócio
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