Publicado em: 20/01/2026 às 10:56hs
As principais bolsas de valores do mundo registraram forte volatilidade nesta terça-feira (20), refletindo o aumento da aversão ao risco entre investidores após novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O republicano voltou a ameaçar a imposição de tarifas contra oito países europeus, caso não avancem nas negociações diplomáticas com Washington — incluindo a controversa proposta de compra da Groenlândia, rejeitada por Dinamarca e autoridades locais.
Em meio ao aumento das incertezas, investidores migraram para ativos considerados mais seguros, como o ouro, que subiu cerca de 3%, alcançando US$ 4.734,55 por onça-troy.
Os futuros das bolsas americanas iniciaram o dia em queda, com o Dow Jones recuando 1,5%, o S&P 500 perdendo 1,6% e o Nasdaq recuando 2%. O movimento segue o tom negativo observado na Europa e na Ásia, que também repercutiram o aumento das tensões comerciais e políticas globais.
As bolsas europeias operaram em terreno negativo durante todo o pregão. O índice STOXX 600 cedia 1,4%, acumulando perdas superiores a 2,5% em dois dias.
Nos principais mercados do continente:
Segundo analistas, os investidores estão mais cautelosos diante das incertezas políticas e da possível retomada de um ambiente de guerra comercial semelhante ao de 2019.
Na Ásia, o clima também foi de cautela. Os mercados chineses encerraram o dia no vermelho após novas medidas das autoridades reguladoras contra práticas consideradas abusivas.
O índice SSEC (Xangai) caiu 0,01%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 0,33%. Em Hong Kong, o Hang Seng fechou com queda de 0,29%, refletindo a fraqueza dos mercados regionais.
Outros índices na região seguiram o mesmo tom:
As medidas impostas pelos reguladores chineses — que incluem multas milionárias e restrições de negociação — visam conter práticas especulativas e desacelerar o ritmo de alta das ações após o mercado atingir o maior volume de negócios da década.
No Brasil, o Ibovespa operou próximo à estabilidade, refletindo o clima de cautela dos mercados internacionais. O principal índice da B3 girava em torno de 164 mil pontos, com leve viés negativo, acompanhando o movimento global de redução de risco.
A falta de dados econômicos domésticos relevantes e o menor volume de negócios devido ao feriado nos EUA contribuíram para a baixa liquidez. Analistas destacam que, apesar do cenário externo desfavorável, o mercado brasileiro tem mostrado resiliência diante das pressões internacionais.
A busca por proteção impulsionou o ouro e os títulos públicos dos EUA. Com a crescente incerteza em torno das tarifas americanas e das disputas geopolíticas, investidores têm se afastado de ativos de risco, provocando uma correção generalizada nos mercados de ações.
Segundo analistas, a tendência de curto prazo é de maior volatilidade, com os investidores monitorando de perto as próximas declarações da Casa Branca e eventuais reações da União Europeia.
Fonte: Portal do Agronegócio
◄ Leia outras notícias