Publicado em: 31/07/2025 às 11:50hs
O recente aumento das tarifas de importação dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, que pode chegar a até 50%, foi interpretado pelo Sebrae como uma oportunidade estratégica para o país. Longe de ser uma ameaça, a medida é vista como um incentivo ao patriotismo econômico e à expansão internacional das empresas nacionais.
Segundo o presidente do Sebrae, Décio Lima, a taxação tende a afetar mais os consumidores e empresas norte-americanos do que o Brasil. Para ele, o país pode usar esse momento para buscar novos mercados e fortalecer suas cadeias produtivas internas.
“O tarifaço dos EUA não é uma tragédia para o Brasil — é um despertar. O Brasil é gigante, tem riqueza, povo empreendedor e vocação global. Chegou a hora de agir com patriotismo e coragem”, declarou Décio.
O presidente destacou ainda que essa pode ser a oportunidade para o país ampliar sua atuação em uma economia globalizada, incluindo mercados onde o Brasil ainda não tem presença significativa.
Atualmente, os pequenos negócios representam mais de 60% dos empregos formais no Brasil e têm se destacado pela sua capacidade de geração de novas empresas. Apenas em 2024, foram abertos mais de 2,6 milhões de CNPJs.
Além disso, as exportações dessas empresas cresceram 152% em valor nos últimos 10 anos. Apesar de ainda representarem somente 0,9% do total exportado pelo país, os pequenos negócios já são responsáveis por 41% do total de empresas exportadoras brasileiras.
O Sebrae acredita que esse cenário abre caminho para o reposicionamento do Brasil no comércio internacional, com foco em inovação, sustentabilidade e diversidade econômica.
“Lá [nos EUA], eles não têm a criatividade que temos aqui. O que está faltando é acreditarmos em nós mesmos, na nossa produção pulverizada e nesse espírito empreendedor do povo brasileiro”, reforçou Décio Lima.
O Sebrae defende que o país aproveite esse desafio para fortalecer sua economia, desenvolver novas soluções e conquistar novos espaços no mercado global. Para Décio Lima, o Brasil não pode se deixar levar por um pessimismo infundado diante da nova política tarifária dos EUA:
“O Brasil e a nossa economia são muito maiores do que isso. Essa é uma narrativa de taxação contra o Brasil e não podemos entrar numa onda perversa de pessimismo.”
Fonte: Portal do Agronegócio
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