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OMC: Azevêdo vê espaço para novos temas comerciais

O comércio mundial enfrenta uma situação difícil, mas o ambiente em Genebra é positivo para discutir negociações de novos temas de importância para a economia global de hoje, sinaliza o diretor­geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo


Publicado em: 13/07/2016 às 11:10hs

OMC: Azevêdo vê espaço para novos temas comerciais

Baixo crescimento - Em Xangai (China), durante a reunião de ministros das maiores economias desenvolvidas e emergentes, que formam o G­20, realizada no fim de semana, Azevêdo relatou que em 2016 o comércio global deverá ter o quinto ano consecutivo de crescimento abaixo de 3%. Essa é a mais frágil expansão do comércio internacional em 30 anos, com exceção do desmoronamento das exportações e importações logo depois da crise financeira de 2008.

Papel central - Para Azevêdo, as economias do G­20, que representam mais de 80% do PIB (Produto Interno Bruto) mundial, tem papel central para reforçar o sistema multilateral de comércio, explorando maneiras de impulsionar o comércio e resistir às políticas que restrigem as trocas e ao sentimento anticomércio.

Mensagens - "As mensagem dos ministros no G­20 foram muito positivas para trabalhar no fortalecimento do sistema multilateral em áreas de negociações, tanto em temas da Rodada Doha como em outros temas", disse o diretor da OMC ao Valor. "Vi mentalidade aberta para ver onde é possível avançar".

Forte comprometimento - O comunicado do G­20 enfatiza "forte comprometimento" em avançar em negociações sobre temas que restam da Rodada Doha, incluindo os três pilares da agricultura (corte de tarifas, redução de apoio doméstico e regras em competição das exportações), assim como acesso a mercado para produtos industriais, serviços, questões de desenvolvimento, acordo Trips (propriedade intelectual) e regras.

Novos temas - Em Xangai, os países mencionaram uma variedade de novos temas que podem ser negociados, não se sabe como, se de forma multilateral (todos) ou plurilateral (entra quem quiser).

Proposta - O Brasil colocou na mesa a proposta para fortalecer o Acordo Sanitário e Fitossanitário (SPS), outros deram ênfase as regras para comércio eletrônico, programas de financiamento para pequenas e médias empresas, enquanto a Índia insistiu muito na facilitação de serviços.

Enfoque - Ao contrário do que alguns analistas esperam, porém, a ideia na OMC não é necessariamente definir um programa listando novos temas para negociação. O enfoque que prospera é o de amadurecer certos temas nas discussões que prosseguem em Genebra e, na medida em que forem amadurecendo, "colocá­los na linha de produção", como diz um negociador. E eventualmente tentar um acordo na conferência ministerial da OMC em 2017, provavelmente na Argentina.

Ambiente anticomércio - O que não se pode ignorar, em todo caso, é o crescente ambiente anticomércio em várias partes do mundo. Nos EUA, a maior economia do planeta, os dois candidatos à Presidência articulam discursos visivelmente antiabertura. O voto favorável à Brexit, para saída do Reino Unido da União Europeia (UE), é também um sintoma na direção de mais populismo no mundo desenvolvido.

Fonte: Portal Paraná Cooperativo

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