Internacional

Mesmo após safra cheia, estoques dos EUA continuam entre os mais baixos da história

Safra de mais de 88 milhões de toneladas do país recompôs 280 mil toneladas dos estoques


Publicado em: 12/12/2013 às 17:00hs

Mesmo após safra cheia, estoques dos EUA continuam entre os mais baixos da história

O aumento da previsão de exportações e esmagamento de soja nos Estados Unidos divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda) no relatório da última terça-feira (10) mantém apertado o quadro de oferta e demanda no país. Mesmo após a colheita de uma safra cheia na temporada 2013/14, os estoques finais norte-americanos tendem a ficar nos mesmos níveis do ano passado – um dos mais baixos da história –, quando houve quebra na produção norte-americana.

De acordo com o Usda, 4,08 milhões de toneladas de soja ficar estocadas ao final desta temporada. O número foi reduzido em relação ao mês passado e está somente 280 mil toneladas acima do registrado no final do ciclo anterior, quando os EUA terminaram o ano comercial com 3,8 milhões de toneladas do produto. O volume atual é suficiente para atender o consumo por 17 dias.

A redução das reservas de soja ocorre em função da expectativa de maiores exportações do país. Em novembro, o Usda calculava que os embarques norte-americanos somariam 39,5 milhões de toneladas de soja. Agora, o órgão estima que as vendas externas totalizarão 40,1 milhões de toneladas. Outras 46 milhões de toneladas do grão devem ser esmagadas no país – no mês passado o volume previsto era de 45,8 milhões de toneladas.

O quadro ainda apertado, especialmente para a soja, nos Estados Unidos tem dado sustentação às cotações futuras da oleaginosa na Bolsa de Chicago até mesmo no momento de plena entrada da colheita no mercado. Os contratos referentes à safra norte-americana ainda se mantêm acima dos US$ 13 por bushel e os referentes à produção sul-americana, também.

“O que mercado precisa fazer no momento é aumentar o diferencial de preços entre safra sul- americana e norte-americana, para expulsar a demanda daqui [EUA]. A demanda por soja americana pode continuar a pressionar os estoques de passagem. Esse é o foco dos traders a partir de agora, além das perspectivas para a safra aí [Brasil]”, comenta o Stefan Tomkiw, de Nova York.

Fonte: Gazeta do Povo

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