Publicado em: 14/12/2015 às 19:20hs
Dentro desse espírito, o Ministério de Agricultura, Silvicultura e Pesca inicia ainda em dezembro entendimentos com o governo da Malásia, país também integrante da TPP. As primeiras conversas devem se concentrar nas exigências sanitárias do governo malaio e têm por foco principal a exportação de carne de frango do Japão para aquele país do sudoeste asiático.
Não, não há equívoco na informação. Um dos maiores importadores mundiais de carne de frango, o Japão pretende, sob as benesses da TPP, acessar o mercado malaio e começa pela exportação de carne de frango.
Porque – explica-se – aquele mercado é atrativo na medida em que a maioria de sua população é muçulmana (ou seja, não consome carne suína). Mas sobretudo porque, pelo acordo de livre comércio proporcionado pela TPP, a Malásia eliminará de imediato – assim que acordo for firmado – a tarifa de importação de 20% incidente sobre a carne de frango.
Considerados os dados preliminares da FAO para 2015, a Malásia tem um consumo per capita (aparente) de carne de frango bastante elevado e similar ao do Brasil. Mas é nisso, somente, que se resume a atratividade daquele mercado, porquanto suas importações anuais mal passam das 50 mil toneladas, correspondendo a menos de 5% das importações do Japão.
E o Brasil, quanto perde nessa parceria entre Japão e Malásia? Pouco, se considerados os embarques de 2015. É verdade que, neste ano (e até novembro) as exportações brasileiras de carne de frango para a Malásia apresentam um índice de aumento no mínimo excepcional: +3.615%. Mas isso é resultado, neste ano, de importações de pouco mais de mil toneladas. Ou seja: em 2014 as compras malaias de carne de frango brasileira ficaram resumidas a 27 toneladas.
Tal constatação, porém, não significa que a situação das exportações brasileiras perante a TPP seja cômoda. O que vai prevalecer entre os doze integrantes do bloco (além de Japão e Malásia, Austrália, Canadá, Cingapura, Brunei, Chile, EUA, México, Nova Zelândia, Peru e Vietnã) é o usufruto da vantagem econômica (livre comércio, sem barreiras tarifárias). Assim, a caça aos grandes importadores (como o Japão, um dos maiores compradores do frango brasileiro) tende a ser deflagrada no curto prazo.
Fonte: Avisite
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