Publicado em: 03/03/2016 às 09:45hs
Implicações adversas - “Volatilidade excessiva e movimentos desordenados nas taxas de câmbio podem ter implicações adversas para a estabilidade econômica e financeira”, dizia, sábado (27/02) o comunicado final do encontro dos principais ministros de finanças e presidentes de bancos centrais, ocorrido em Xangai.
Compromisso - As maiores economias reafirmaram o compromisso de evitar desvalorizações competitivas e que não vão usar o câmbio para propósitos competitivos. Também se comprometem a evitar todas as formas de protecionismo.
Intervenção - O G20, porém, passou longe do compromisso de intervenção no câmbio. Mas, pela primeira vez nos últimos tempos, as maiores economias assumiram o compromisso público de estreitas consultas e de não entrarem em choque uma com a outra, o que ampliaria a volatilidade nos mercados. “Vamos fazer consultas entre nós [do G20] e com o Fundo Monetário Internacional [FMI]”, afirmou o ministro chinês de finanças, Lou Jiwei, ao final da reunião dos principais ministros de finanças e presidentes de bancos centrais do mundo.
Moedas chinesa e japonesa - Além de ver riscos de uma rápida desvalorização da moeda chinesa, certas autoridades e analistas notam a baixa do yen japonês, ao seu menor nível em três anos. Vários países tentam desvalorizar suas moedas para obter ganhos, podendo causar uma nova guerra de divisas.
Fundamentos - Embora reconhecendo desafios crescentes na cena mundial, o G20 julga no comunicado que a magnitude da recente volatilidade nos mercados “não reflete os fundamentos subjacentes da economia global”.
Ritmo moderado - A expectativa é que a atividade continuará a expandir num ritmo moderado nos países avançados e que os emergentes mais importantes numa referência à China e à Índia, por exemplo continuam a ter crescimento forte, de mais de 6%.
Sem planos - Os europeus vinham insistindo na importância de discutir câmbio, ainda mais com os temores do mercado sobre uma desvalorização acelerada da moeda chinesa e seu impacto sobre o resto do mundo. Na semana passada, as autoridades insistiram que não têm planos de desvalorizar a moeda, que seguirá baseada numa cesta de moedas e não apenas no dólar americano.
Banco Central Europeu - Para o Banco Central Europeu (BCE), a desvalorização das moedas de economias emergentes pode continuar e uma espécie de coordenação global era importante. Para o BCE, tendo em vista as dificuldades das economias emergentes, há um risco de suas moedas continuarem a baixar e isso é uma questão para coordenação global, como afirmou Benoit Coueré, um dos diretores do BCE.
Instrumentos - As maiores economias do mundo se comprometem a usar todos os instrumentos de que dispõem monetário, fiscal e estrutural , individualmente e coletivamente, para tratar de riscos emergentes, preservar a estabilidade financeira, fomentar a confiança e estimular a recuperação global.
Sinal - Também sinalizaram a “disposição” de responder se a economia global deteriorar mais, mencionando que os países vão explorar políticas alternativas que poderão adotar “quando necessário”.
Saída - O grupo alertou ainda contra uma eventual saída da GrãBretanha (Brexit) da União Europeia, com choque também sobre a economia mundial. O G20 diz que vai implementar políticas fiscais flexíveis levando em conta as condições econômicas de curto prazo. E que a política monetária continuará a apoiar a atividade econômica e assegurar estabilidade de preços. O compromisso com reformas estruturais foi particularmente forte, por parte de todos, no G20 de Xangai.
Fonte: Portal Paraná Cooperativo
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