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Internacional

FMI eleva projeção do PIB do Brasil para 2,4% em 2026, mas prevê desaceleração da economia em 2027

Relatório do Fundo Monetário Internacional revisa para cima as perspectivas da economia brasileira, mantendo o país acima das projeções do mercado, do Banco Central e do Ministério da Fazenda.


Publicado em: 10/07/2026 às 10:50hs

FMI eleva projeção do PIB do Brasil para 2,4% em 2026, mas prevê desaceleração da economia em 2027

O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para cima as projeções de crescimento da economia brasileira e passou a estimar que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil avançará 2,4% em 2026. A atualização foi divulgada nesta quarta-feira (9) no relatório Perspectiva Econômica Global (World Economic Outlook).

Apesar da melhora nas estimativas, o organismo internacional alerta que a atividade econômica deverá perder intensidade em 2027. Para o próximo ano, a previsão passou de 2% para 2,2%, indicando uma desaceleração em relação ao desempenho esperado para 2026.

FMI vê economia brasileira mais forte que estimativas do mercado

Com a nova revisão, o FMI apresenta um cenário mais otimista para o Brasil do que as principais instituições econômicas nacionais.

As projeções atuais são:

  • PIB do Brasil em 2026: 2,4% (ante 1,9% projetado em abril);
  • PIB do Brasil em 2027: 2,2% (ante 2% anteriormente);
  • Ministério da Fazenda: 2,3% para 2026;
  • Banco Central: 2% para 2026;
  • Boletim Focus: 1,99% em 2026 e 1,69% em 2027.

Mesmo com a revisão positiva, o FMI avalia que o crescimento brasileiro deverá moderar no próximo ano, refletindo um ambiente econômico menos favorável.

América Latina também recebe revisão positiva

O relatório também elevou as expectativas para a economia da América Latina e do Caribe.

A região deverá crescer:

  • 2,4% em 2026;
  • 2,7% em 2027.

Para o grupo das economias emergentes e em desenvolvimento — do qual o Brasil faz parte — o Fundo projeta expansão de 3,8% em 2026 e 4,5% em 2027.

Segundo o FMI, as diferenças de desempenho entre os países decorrem de fatores como:

  • dependência das commodities;
  • integração às cadeias globais de tecnologia;
  • condições financeiras;
  • intensidade do turismo;
  • participação no comércio internacional.
Cenário das principais economias globais

Entre as maiores economias do mundo, o FMI manteve ou ajustou suas projeções de crescimento.

  • Estados Unidos
    • 2,3% em 2026;
    • 2,2% em 2027 (revisão para cima).
  • Zona do Euro
    • 0,9% em 2026 (redução frente aos 1,1% anteriores);
    • 1,2% em 2027.
  • China
    • 4,6% em 2026;
    • 4,1% em 2027.
  • Índia
    • 6,4% em 2026;
    • 6,7% em 2027.
Economia mundial perde ritmo, segundo o FMI

Para a economia global, o FMI reduziu a expectativa de crescimento em 2026 de 3,1% para 3%.

Já para 2027, a previsão foi elevada para 3,4%, embora permaneça abaixo das médias registradas em 2024 e 2025.

O Fundo avalia que a economia mundial demonstrou resiliência diante das tensões geopolíticas no Oriente Médio, mas alerta que permanecem riscos relevantes para a atividade econômica internacional.

Entre os principais fatores de preocupação estão:

  • continuidade dos conflitos geopolíticos;
  • fragmentação do comércio internacional;
  • incertezas relacionadas ao avanço da inteligência artificial;
  • impactos sobre cadeias globais de produção.
Guerra pressiona inflação e preços da energia

O relatório destaca que o conflito envolvendo Irã e Estados Unidos continua produzindo reflexos sobre a economia mundial.

Como consequência, o FMI elevou a projeção da inflação global para 4,7% em 2026, alta de 0,3 ponto percentual em relação às estimativas anteriores.

Para 2027, a expectativa é de desaceleração da inflação para 3,9%.

O organismo também informa que os preços internacionais da energia permanecem aproximadamente 25% acima dos níveis registrados antes do início do conflito.

Além disso, o comércio mundial deverá desacelerar de 5% em 2025 para 3,5% em 2026, voltando a acelerar para 4,3% em 2027, conforme as projeções do Fundo Monetário Internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

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