Publicado em: 03/12/2015 às 10:45hs
Após enfrentar tempos difíceis quanto à conjuntura econômica e política, a Argentina elege Mauricio Macri com esperanças de dar início a um novo período. A expectativa é possibilitar transações comerciais que impulsionem a entrada de moeda estrangeira, eliminar restrições, estabelecer um novo sistema de estatísticas econômicas confiáveis e conter a queda de reservas de seu Banco Central. Macri se fortaleceu no segundo turno frente ao oficialista Daniel Scioli, e sua eleição pôs fim a 12 anos de “kirchnerismo”.
Do ponto de vista do setor agrícola, o país vê a necessidade de estabelecer acordos que impulsionem a competitividade da indústria. O presidente da Federcitrus, José Carbonell Federcitrus, explicou ao portal Frutícola, que acompanha a indústria latino-americana de frutas, que “qualquer esforço de melhoria para a situação econômica da Argentina é benéfico para todo o setor produtivo”. “A Argentina hoje precisa trabalhar as variantes econômicas, fazer um grande esforço para conter a inflação, oferecer trocas competitivas, baixar a pressão fiscal e ter um governo que acompanhe a todos na abertura de mercados, temas cruciais nos quais um governo como o de Macri pode ser bastante importante, por seu comprometimento com o setor produtivo”, completou Carbonell.
O presidente da Federcitrus explicou ainda que a Argentina, salvo algumas exceções, não possui Tratados de Livre Comércio com os quais as exportações estejam comprometidas. “Temos diversos mercados prestes a se expandir, e acreditamos que este governo seja capaz conseguir viabilizar a sua abertura, o que seria de grande valor para as exportações e para a competitividade do setor agroexportador”, disse ele. Marcelo Scarafia, diretor da Granadas Argentinas, declarou: “Creio que o resultado das eleições seja bastante positivo, não apenas para o nosso setor, mas também para todo o país. Enxergamos as trocas comerciais como algo bastante positivo, não apenas para o nosso segmento, mas para todo o país”.
Para Inés Peláez, gerente do Comitê Argentino Mirtilos, “a troca de governo significa que o dólar subirá e devemos ser capazes de operar mais livremente, o que não nos afetará negativamente tal como tem ocorrido até agora, com as atuais operações do chamado ‘dólar blue’, uma brecha criada sobre o câmbio oficial”. Quanto à abertura de mercados, Peláez lembrou que Macri mencionou em seu discurso que “estava bastante aberto a todos os países, especialmente à América Latina e, por outro viajou bastante por todo o país, presenciando muito do que está acontecendo com as economias regionais.
Entre os planos de governo de Macri, ele antecipou que “vai haver um único tipo de câmbio, sobre qual o Banco Central irá intervir ordenadamente”. Entre as políticas públicas com as quais Macri se comprometeu para o mandato de 2015-2019, estão: abertura das exportações e eliminação dos ROE; Redução e eliminação de direitos de exportação; Redução geral dos níveis de pressão tributária efetiva; Amortização dos investimentos; Infraestrutura para produção, competitividade e desenvolvimento; Nova estratégia de relações econômicas internacionais; e finalmente a criação de Ministério da Agroindústria.
Fonte: Guia Marítimo
◄ Leia outras notícias