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China prevê expansão "moderadamente elevada" até 2020

Detalhes do plano de 2016/­20 ­ o primeiro elaborado na gestão do presidente Xi Jinping ­ não serão divulgados até março, quando ele será enviado para o Legislativo


Publicado em: 05/11/2015 às 19:30hs

China prevê expansão "moderadamente elevada" até 2020

O Partido Comunista da China aprovou um plano de cinco anos, uma visão estratégica do país, propondo acelerar a urbanização, incentivar o consumo e buscar "crescimento moderadamente elevado". Detalhes do plano de 2016/­20 ­ o primeiro elaborado na gestão do presidente Xi Jinping ­ não serão divulgados até março, quando ele será enviado para o Legislativo.

Metas de crescimento - Economistas estão acompanhando de perto para ver se ele irá fixar metas de crescimento ambiciosas ou mais moderadas e se ajudará a transformar as tão discutidas reformas em ações decisivas.

Mídia - A mídia oficial informou que o plano foi aprovado ao fim da Quinta Sessão Plenária, que reuniu os principais líderes do partido. O plano quinquenal (o 13º da China desde 1953) representa um amplo mapa econômico, político e social para a política governamental para aquele período.

Expectativa - Muitos economistas esperam que a meta de crescimento nesses cinco anos fique entre 6,5% ­ o mínimo necessário para atingir a meta do PC de dobrar o tamanho da economia e a renda per capita entre 2010 e 2020 ­ e os 7% do atual plano. O limite inferior sinalizaria uma tolerância para um crescimento menor e a realização de reformas, dizem economistas, enquanto o limite superior indicaria a preferência por estímulos que podem aumentar a alavancagem e incentivar as fábricas a continuar produzindo além da demanda.

Ineficientes - "Considerando o nível de dívida do sistema e o volume de investimentos ineficientes, é de esperar que escolham a meta de crescimento baixa", diz o professor Victor Shih, da Universidade da Califórnia. "Entretanto, com a obsessão em superar o Ocidente em algum momento do futuro próximo, a liderança quase certamente irá definir uma meta que exigirá mais investimentos ineficientes."

Objetivo - Guiado pelo atual plano quinquenal, com meta de crescimento anual de 7%, o objetivo deste ano é de justamente 7%, abaixo dos 7,5% de 2014.

Mercados globais - Em meados deste ano, os mercados globais caíram com a perspectiva de crescimento menor da China e de colapso nas bolsas. No terceiro trimestre, a economia cresceu 6,9%, indicando que a meta de cerca de 7% de 2015 não seria atingida, no menor ritmo de expansão em 25 anos. O próximo plano quinquenal, analisado numa reunião fechada num hotel altamente vigiado em Pequim, onde estavam cerca de 300 dos principais líderes do partido, foi elaborado num momento crucial para a segunda maior economia do mundo, à medida que os motores tradicionais de crescimento estão falhando e Pequim tenta migrar da produção industrial para o consumo.

Nota - Em nota vaga emitida na conclusão da plenária, o partido disse que iria afrouxar as restrições para que os residentes de zonas rurais se mudem para as cidades, estimularia o crescimento guiado pelo consumo e tornaria a inovação parte central do planejamento econômico, informou a agência de notícias Xinhua, sem dar detalhes.

Competitividade - Isso ocorre num momento em que a China tenta se tornar mais competitiva tecnologicamente, crescer em setores de maior valor agregado e identificar novos motores de crescimento. Espera­se que o plano quinquenal da China se concentre em questões de meio ambiente, como parte de uma aposta para melhorar a qualidade de vida das pessoas e construir uma "sociedade moderadamente próspera", com implicações para muitos setores, incluindo o de energia. Anteontem, Li Haofeng, vice­diretor da Agência Nacional de Energia, disse que o governo irá limitar o consumo de carvão nos próximos anos.

Consumo de carvão - Especialistas dizem que o plano pode ainda incluir metas rígidas de consumo de carvão ­ passo necessário se a China quiser cumprir sua promessa de limitar emissões de carbono até 2030. "O carvão não vai voltar", disse Lin Boqiang, especialista em política energética chinesa da Universidade Xiamen.

Excesso de capacidade - O maior país industrial do mundo está lutando contra o excesso de capacidade nos setores de vidro, cimento, automobilístico e siderúrgico, entre outros. Um plano inicial, divulgado no site do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação, parece sinalizar uma consolidação. Em dez anos, a China deve ter entre três a cinco siderúrgicas gigantes, informou o ministério. Atualmente, o país possui cerca de 20 grandes siderúrgicas.

Plano - A China recentemente delineou um plano para criar poucas, mas grandes estatais e implementar a participação de mais acionistas externos. Alguns críticos, porém, disseram que ele não foi adiante.

Fonte: Informe OCEPAR

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