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China contribui para a desaceleração da inflação global; confira análise hEDGEpoint

A inflação tem sido um dos principais desafios na economia mundial ao longo dos últimos 3 anos, porém, no último ano, a China contribuiu para aliviar essa pressão


Publicado em: 16/02/2024 às 10:55hs

China contribui para a desaceleração da inflação global; confira análise hEDGEpoint

Com a desvalorização de sua moeda e a queda nos preços internos, resultantes da falta de confiança dos consumidores e investidores no país, a segunda maior economia do mundo tem propagado sua deflação globalmente. Contudo, a persistente deflação em sua economia começa a trazer riscos para seu crescimento econômico, o que pode significar menos importações de commodities nos próximos anos.

Após um longo período de lockdown, uma medida imposta para combater a Covid-19, a China iniciou o processo de reabertura de sua economia em 2023. Esperava-se um ano de recuperação na segunda maior economia do mundo, onde o retorno das atividades econômicas traria mais consumo e crescimento, porém, não foi exatamente isso que ocorreu.

Segundo Victor Arduin, analista de Macroeconomia e Energia da hEDGEpoint Global Markets, “desafios significativos têm se mostrado presentes para a economia chinesa. O setor imobiliário apresenta fraqueza, com cada vez menos estímulos, o desemprego entre os jovens cresceu e a moeda sofreu forte desvalorização, resultado dos altos juros nas principais economias do mundo. No entanto, um dos desafios mais significativos tem sido a deflação”.

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Os preços das exportações chinesas em queda 

Nos últimos anos, a China tem chamado atenção devido a um desempenho econômico menos robusto do que o observado nas últimas décadas. Apesar de registrar um crescimento menor, com uma expansão do PIB de 5,2% em 2023, o país ainda mantém sua importância como um motor significativo do mercado global. 

“No entanto, é inegável que existem desafios significativos, como a inflação, que encerrou em -0,8% em janeiro. Os preços ao consumidor estão caindo à taxa mais rápida em 15 anos, refletindo a falta de confiança dos investidores na economia do país asiático”, pontua o analista.

Com a deflação persistente, o mercado de ações tem desvalorizado, queda de mais de 10% em 2023, assim como sua moeda, que nos últimos meses tem se depreciado em relação ao euro e ao dólar. Se os produtos chineses já estavam mais baratos devido à deflação interna no país, a desvalorização cambial torna-os ainda mais competitivos. O efeito combinado de preços mais baixos e câmbio desvalorizado tem contribuído para a desinflação mundial.

“De maneira geral, preços mais baixos são bem-vindos, mas não quando dissemina a deflação em uma economia, como tem sido o caso da China. A persistente deflação no país está afetando o crescimento econômico. Um exemplo disso é que o FMI prevê um crescimento de 4.6% em 2024. Nesse sentido, espera-se que o país adote estímulos mais fortes, tanto em sua política monetária, por meio do corte de juros, quanto na política fiscal, com estímulos direcionados a setores da economia, especialmente o imobiliário. Sem o suporte econômico de Pequim, 2024 pode se tornar um ano mais difícil para commodities. Com um menor crescimento econômico e uma moeda desvalorizada, o país pode importar menos insumos, o que pode afetar economias emergentes”, destaca.

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Fonte: hEDGEpoint Global Markets

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