Publicado em: 12/01/2026 às 10:45hs
A Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) considera que a aprovação do Acordo Mercosul–União Europeia representa um marco estratégico para o fortalecimento das relações econômicas e políticas entre os dois blocos. Segundo a entidade, o tratado amplia a oferta e reforça a segurança alimentar e energética da União Europeia, em um momento em que o cenário geopolítico global exige estabilidade e novas parcerias sustentáveis.
Para os países do Mercosul, a ABAG destaca que o Acordo deve impulsionar o crescimento econômico regional, favorecendo o fluxo de investimentos e promovendo a redução ou eliminação de tarifas de exportação para produtos sul-americanos. Além disso, o tratado contribui para consolidar o bloco como potência alimentar, energética e ambiental, reforçando sua relevância no comércio internacional e sua capacidade de promover o desenvolvimento sustentável.
O acordo também abre espaço para novas frentes de cooperação, especialmente nos setores de combustíveis sustentáveis para aviação, transporte marítimo e mobilidade híbrida. Essas iniciativas devem estreitar ainda mais a integração econômica entre América do Sul e Europa, fortalecendo parcerias em inovação tecnológica, logística e integração bioceânica, especialmente com países que já mantêm acordos avançados com a União Europeia, como o Chile.
Reconhecido internacionalmente como fornecedor confiável de alimentos e energia limpa, o Brasil tende a ampliar sua presença no mercado europeu, atendendo à crescente demanda por cadeias produtivas descarbonizadas e sustentáveis. Essa parceria é vista como essencial para o cumprimento das metas de redução de emissões e combate às mudanças climáticas dentro da União Europeia.
O presidente da ABAG, Ingo Plöger, enfatiza que o Acordo Mercosul–União Europeia estabelece um novo arcabouço jurídico e institucional, capaz de favorecer o avanço de agendas de cooperação entre blocos democráticos e comprometidos com a livre iniciativa.
“Abrem-se oportunidades nas áreas de novos combustíveis e tecnologias industriais, com mais cooperação do que competição. É um momento de integração de inovações em serviços digitais e de fortalecimento dos instrumentos da democracia. Mais mercado, melhor cooperação e maior participação do setor privado no desenvolvimento sustentável. Devemos construir um Roadmap conjunto e projetar uma nova agenda União Europeia–Mercosul para os próximos 25 anos”, afirmou Plöger.
A ABAG reforça que o tratado representa um passo decisivo rumo a uma economia mais integrada, sustentável e inovadora, capaz de fortalecer a competitividade do Mercosul no cenário global. A cooperação ampliada entre empresas, governos e instituições dos dois blocos deve resultar em novas oportunidades de negócios, avanços tecnológicos e fortalecimento do comércio internacional com base na sustentabilidade e na democracia.
Fonte: Portal do Agronegócio
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