Publicado em: 12/01/2026 às 10:20hs
Os embaixadores dos países que compõem a União Europeia (UE) aprovaram, nesta sexta-feira (9), a assinatura do aguardado acordo comercial com o Mercosul. A decisão, ainda provisória, representa um avanço significativo nas negociações que se estendem há mais de duas décadas.
Segundo informações da Agência Reuters, as capitais europeias têm até as 17h (horário de Bruxelas) — 13h em Brasília — para confirmar oficialmente seus votos por escrito. Até o momento, pelo menos 15 dos 27 Estados-membros da UE votaram a favor, número suficiente para aprovação, já que representam 65% da população total do bloco.
O acordo Mercosul–União Europeia é considerado o maior tratado comercial já firmado pelo bloco europeu, criando uma zona de livre-comércio com mais de 720 milhões de consumidores. Juntas, as economias envolvidas somam US$ 22,3 trilhões em Produto Interno Bruto (PIB), o que coloca o pacto entre os mais relevantes da economia global.
O objetivo do tratado é facilitar o comércio entre os dois blocos, reduzindo tarifas e barreiras alfandegárias, promovendo maior integração econômica e estimulando investimentos bilaterais.
Com a aprovação provisória, a expectativa é que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, formalize a assinatura do acordo junto aos países do Mercosul — Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai — nos próximos dias.
Contudo, o tratado ainda não entrará imediatamente em vigor. Antes disso, será necessária a ratificação pelo Parlamento Europeu, o que deve ocorrer nas próximas semanas. Além disso, cada país integrante do Mercosul também precisará confirmar sua adesão formal para que o pacto seja plenamente implementado.
Para o Mercosul, e especialmente para o Brasil, o acordo representa uma oportunidade estratégica de ampliar o acesso a mercados europeus, impulsionar exportações de produtos agropecuários e industriais, e fortalecer laços comerciais com uma das regiões mais ricas do mundo.
Por outro lado, o pacto também exigirá maior comprometimento com normas ambientais e padrões de sustentabilidade, pontos que têm gerado debates intensos tanto na Europa quanto na América do Sul.
Fonte: Portal do Agronegócio
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