Brasil

País não terá nota rebaixada neste ano, indica Moody´s

As condições econômicas e políticas no Brasil devem apresentar melhora até meados de 2016 para que o país evite novo rebaixamento da sua nota de crédito, afirmou nesta terça-feira (6) Mauro Leos, vice-presidente e analista sênior da agência de classificação de risco Moody´s


Publicado em: 07/10/2015 às 10:00hs

País não terá nota rebaixada neste ano, indica Moody´s

"Somos realistas sobre as condições que podemos esperar para este e o próximo ano. Ao mesmo tempo, esperamos que, pouco a pouco, as coisas comecem a se ajustar e, a partir do meio de 2016, fiquem um pouco melhores", disse Leos, em São Paulo.

A classificação de risco do Brasil foi rebaixada pela Standard & Poor´s em setembro, colocando o país no grau especulativo, que reúne países menos confiáveis.

Na Moody´s, o país tem o grau de investimento, mas está a um passo de perdê-lo. A perspectiva, contudo, é estável, indicando que a revisão da nota não é iminente.

Segundo o analista, as chances de a agência revisar a nota do Brasil neste ano são baixas. "Estamos em outubro, só há 90 dias para o final do ano. Algo completamente inesperado teria de acontecer para que mudássemos nossa visão [em 2015]."

Segundo ele, o fracasso do governo em implementar políticas que sustentem os objetivos fiscais e econômicos, aliado a um nível de incerteza político maior que o esperado, são fatores que poderiam levar ao rebaixamento brasileiro.

"Não estamos esperando que as coisas melhorem facilmente. Teremos ainda instabilidade política e ambiente econômico ruim em 2015 e 2016", disse, citando a contração da economia, a inflação e a taxa de juros em alta como os principais desafios.

Capacidade de resposta

Após as declarações do analista da Moody´s, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse, em Brasília, que a capacidade de resposta da economia brasileira é grande e pode surpreender inclusive os analistas estrangeiros.

"Já vivi outras situações, no governo inclusive, que em um momento parece escuro e difícil, mas a nossa economia é maior do que a gente pensa e sua capacidade de resposta nos surpreende, e tenho certeza de que vai surpreender a muitos."

Segundo Levy, as pessoas podem ter segurança que o governo esta criando condições fiscais para que as respostas da economia sejam positivas e que o país possa criar uma rota de desenvolvimento permanente. "Não vamos bater em limites de crescimento como ocorreu no passado", afirmou.

Fonte: Folha de S. Paulo

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