Publicado em: 26/02/2026 às 10:45hs
A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), por meio de sua Assessoria Econômica, divulgou nesta quarta-feira (25) uma nota técnica avaliando os possíveis efeitos das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre as importações. A decisão, amparada pela Section 122 do Trade Act de 1972, autoriza o presidente norte-americano a aplicar tarifas de até 10% por tempo determinado.
Segundo a entidade, essa medida foi adotada após a Suprema Corte dos Estados Unidos suspender tarifas específicas voltadas a determinados países.
A Farsul destaca que a nova taxação pode beneficiar países anteriormente sujeitos a tarifas mais altas — entre eles, Brasil, China e Índia. No entanto, a entidade faz um alerta: o cenário ainda inspira cautela, pois o Brasil continua sob investigação em outras seções da legislação comercial norte-americana, o que mantém o risco de novas restrições.
No caso do agronegócio do Rio Grande do Sul, a Farsul aponta que os impactos tarifários já começaram a aparecer. Entre julho de 2025 e janeiro de 2026, o Estado registrou uma retração de até 29% no volume e no valor das exportações destinadas ao mercado norte-americano.
Esse recuo reflete a sensibilidade das cadeias produtivas regionais às oscilações nas políticas comerciais internacionais, especialmente em setores com forte presença exportadora.
Apesar do cenário de incertezas, a nota técnica da Farsul ressalta que ainda há oportunidades a serem exploradas. A entidade cita a possibilidade de reabertura de mercados como os de mel e pescados, que podem voltar a ser competitivos diante das novas condições tarifárias.
Além disso, há perspectiva de fortalecimento de mercados alternativos, o que pode contribuir para ampliar a diversificação comercial do agronegócio gaúcho e reduzir a dependência de destinos específicos.
Fonte: Portal do Agronegócio
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