Publicado em: 12/06/2026 às 11:05hs
A inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu 0,58% em maio de 2026, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa desaceleração em relação a abril, quando o índice havia ficado em 0,67%.
No acumulado do ano, a inflação chega a 3,20%, enquanto nos últimos 12 meses o avanço é de 4,72%.
O grupo Alimentação e Bebidas voltou a ser o principal responsável pela inflação do mês, com alta de 1,33% e impacto de 0,29 ponto percentual no índice geral — respondendo por aproximadamente metade do resultado de maio.
Na alimentação dentro do domicílio, a variação foi de 1,65%, influenciada principalmente por fortes altas em produtos essenciais:
Segundo o IBGE, o movimento é explicado pela redução na oferta de alguns produtos e pela influência do custo logístico, afetado pelos combustíveis.
Na direção oposta, registraram queda:
O grupo Habitação também teve peso relevante no resultado, com alta de 1,22% em maio, acelerando frente ao avanço de 0,63% em abril.
O principal destaque foi a energia elétrica residencial, que subiu 3,67% e exerceu o maior impacto individual no IPCA do mês, com contribuição de 0,15 ponto percentual.
A alta foi influenciada por:
Entre os reajustes regionais citados pelo IBGE, destacam-se aumentos em cidades como Aracaju, Fortaleza, Salvador, Campo Grande, Recife e Belo Horizonte.
O grupo Transportes foi o único a registrar recuo em maio, com variação de -0,46%, influenciado principalmente pela queda dos combustíveis (-1,95%).
Destaques do setor:
O grupo Saúde e Cuidados Pessoais avançou 0,90% em maio, com destaque para:
Entre os índices regionais, as maiores altas foram registradas em:
Ambas impactadas por energia elétrica e alimentos, especialmente tomate.
Já a menor variação foi observada em Curitiba, com 0,29%, influenciada pela queda em itens como gasolina e serviços veiculares.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), voltado às famílias de menor renda, registrou alta de 0,65% em maio, também abaixo do resultado de abril (0,81%).
No acumulado:
Os alimentos subiram 1,33%, enquanto os itens não alimentícios avançaram 0,43%, mostrando desaceleração em ambos os grupos.
Maior alta: Campo Grande (1,49%), puxada por energia elétrica e carnes
Menor variação: Vitória (0,34%), influenciada por queda em vestuário e veículos usados
Fonte: Portal do Agronegócio
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