Publicado em: 12/04/2013 às 11:20hs
Em março passado, enquanto a inflação calculada pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI, da Fundação Getúlio Vargas) registrava aumento de 0,31%, o frango vivo e a principal matéria-prima do setor, o milho, apresentavam queda de preços em índices muito próximos – 6,27% e 6,52%, respectivamente. Já o ovo, após ligeiro recuo de preços em janeiro, manteve o processo de alta pelo segundo mês consecutivo e alcançou em março ganho próximo de 3%.
Ainda assim, no decorrer do tempo, o ovo continua com perdas significativas em relação à inflação acumulada. Por exemplo, considerando o período de vigência do atual padrão monetário brasileiro, o real, o ovo apresenta evolução de preços próxima (mas ainda inferior) a 250%. Já a inflação medida pelo IGP-DI supera os 400%.
Menos mal para frango e milho, o primeiro acumulando variação de 348% e o milho de 304%. Neste caso, pelo quarto mês consecutivo (isto é, desde dezembro de 2012), o frango registra índice de variação superior à do milho – fato difícil de ser observado na atividade.
Essa raridade é consequência, sem dúvida, das dificuldades econômicas enfrentadas em 2012. Elas impuseram ao setor um alojamento anormal de reprodutoras (ou seja, aquém do que teria sido alojado em condições normais), resultado que agora se reflete em uma menor disponibilidade de frango vivo ou abatido.
Mas no momento o recuo de preços do frango vivo vem sendo bem mais acelerado que o do milho. Assim, já prevalece a tendência de voltar-se ao que pode ser considerado um padrão – o frango valorizando-se menos que sua principal matéria-prima, o milho.
Fonte: Avisite
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