Publicado em: 21/01/2026 às 10:10hs
A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 3,8 bilhões nas três primeiras semanas de janeiro de 2026, resultado de US$ 14,99 bilhões em exportações e US$ 11,2 bilhões em importações, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta segunda-feira (19).
Apesar do saldo positivo no acumulado do mês, apenas na terceira semana de janeiro houve déficit pontual de US$ 244 milhões, com exportações somando US$ 5,1 bilhões e importações atingindo US$ 5,4 bilhões.
As exportações brasileiras cresceram 18% na comparação entre a média diária até a terceira semana de janeiro de 2026 (US$ 1,36 bilhão) e o mesmo período de 2025 (US$ 1,15 bilhão).
Esse avanço foi sustentado principalmente pelos desempenhos da indústria extrativa, do agronegócio e da indústria de transformação, setores que seguem com forte presença no comércio exterior.
Na contramão das exportações, as importações caíram 2,6% na média diária, passando de US$ 1,04 bilhão em janeiro de 2025 para US$ 1,02 bilhão em 2026.
O resultado reflete um cenário de menor demanda por bens intermediários e insumos industriais, em linha com o ritmo mais moderado da atividade econômica global.
A corrente de comércio — soma das exportações e importações — totalizou US$ 2,38 bilhões por dia útil em média até a terceira semana de janeiro, representando um crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período de 2025.
Esse desempenho reforça o dinamismo do setor externo brasileiro no início de 2026, mesmo diante das incertezas no cenário global e da desaceleração em alguns mercados parceiros.
Na comparação com janeiro do ano passado, o crescimento médio diário das exportações por setor foi o seguinte:
O desempenho positivo desses segmentos foi impulsionado pela demanda internacional por minérios, petróleo, grãos e produtos alimentícios, que continuam representando a base da pauta exportadora brasileira.
Por outro lado, as importações apresentaram retração em praticamente todos os setores:
A queda nas compras externas de insumos e matérias-primas reflete uma postura mais cautelosa das indústrias brasileiras neste início de ano, diante da oscilação cambial e do custo logístico global ainda elevado.
Especialistas avaliam que o superávit comercial deve continuar positivo ao longo do primeiro trimestre, com o avanço das exportações agrícolas e da indústria extrativa compensando a redução das importações.
Entretanto, o ritmo de crescimento pode depender de fatores externos, como o desempenho da economia chinesa e eventuais variações nos preços internacionais de commodities.
Balança Comercial 3º Semana de janeiro/2026
Fonte: Portal do Agronegócio
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