Publicado em: 31/03/2026 às 11:11hs
O dólar iniciou esta terça-feira em queda frente ao real, refletindo o movimento da moeda norte-americana no exterior e a atenção dos investidores aos desdobramentos da guerra no Oriente Médio. No mercado doméstico, a formação da Ptax de fim de mês também influencia as negociações.
No início do pregão, o dólar à vista chegou a cair cerca de 0,48%, sendo negociado próximo de R$ 5,22, após ter encerrado a sessão anterior em leve alta, na faixa de R$ 5,24.
O movimento acompanha a desvalorização global da moeda norte-americana, em meio à cautela dos investidores diante do cenário geopolítico e das incertezas econômicas internacionais.
Na B3, o contrato futuro de dólar com vencimento mais líquido também operava em baixa, reforçando a tendência de ajuste no curto prazo.
Um dos principais fatores no radar dos agentes financeiros é a definição da Ptax de fim de mês, taxa calculada pelo Banco Central do Brasil e utilizada como referência para liquidação de contratos cambiais.
Nesse período, é comum que instituições financeiras intensifiquem suas operações para influenciar a taxa em níveis mais favoráveis às suas posições, sejam compradas (apostando na alta do dólar) ou vendidas (apostando na queda).
O cenário internacional continua sendo determinante para o comportamento do câmbio. As tensões envolvendo o conflito no Oriente Médio mantêm os mercados globais em alerta, impactando o apetite por risco e o fluxo de capitais.
Apesar disso, nesta sessão, o movimento predominante foi de ajuste da moeda americana frente a outras divisas, o que contribuiu para a queda do dólar no Brasil.
Além do ambiente geopolítico, investidores acompanham indicadores econômicos relevantes, como dados de emprego no Brasil e nos Estados Unidos, que podem alterar as expectativas sobre juros e crescimento econômico.
Esses fatores seguem sendo determinantes para a trajetória do câmbio ao longo das próximas semanas.
Na contramão do dólar, o Ibovespa operava em alta, com avanço próximo de 0,30%, alcançando cerca de 183 mil pontos.
O desempenho positivo da bolsa reflete um maior apetite por risco no mercado doméstico, beneficiado pela queda do dólar e por movimentos técnicos de recuperação.
O mercado deve seguir volátil nos próximos dias, com investidores atentos à evolução do cenário internacional, à política monetária global e aos dados econômicos.
No Brasil, além desses fatores, a dinâmica do fluxo cambial e decisões do Banco Central do Brasil continuarão exercendo papel central na definição da trajetória do dólar.
Fonte: Portal do Agronegócio
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