Publicado em: 03/02/2026 às 10:50hs
O dólar comercial iniciou esta terça-feira (3) em leve baixa frente ao real, acompanhando o movimento global de enfraquecimento da moeda americana. Por volta das 9h30, a cotação era de R$ 5,23, registrando queda em relação ao fechamento anterior. Durante a manhã, o câmbio oscilou entre R$ 5,2295 e R$ 5,2814, segundo dados do Investing.com.
A desvalorização ocorre em meio à expectativa do mercado pela divulgação de novos indicadores de atividade econômica e da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O documento pode trazer sinais mais claros sobre os próximos passos da política de juros no Brasil.
A menor aversão ao risco no exterior e o fluxo positivo de capital estrangeiro também ajudam a sustentar o real, mesmo com as incertezas em torno da economia norte-americana.
O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), começou o pregão em ritmo positivo, sendo impulsionado por ações de bancos e empresas ligadas ao consumo interno. Às 10h, o índice avançava em torno de 0,70%, negociado próximo dos 185 mil pontos, de acordo com o InfoMoney.
A expectativa pela ata do Copom anima os investidores, que buscam entender se o Banco Central manterá o ritmo atual de corte na taxa Selic, atualmente em 10,75% ao ano. Uma sinalização mais firme de continuidade do ciclo de afrouxamento monetário tende a beneficiar setores sensíveis a juros e estimular o mercado de ações.
Os números reforçam o bom momento do mercado acionário brasileiro, sustentado pela entrada de investidores estrangeiros e pela expectativa de juros mais baixos nos próximos meses.
Expectativa pela ata do Copom
O mercado acompanha de perto a divulgação da ata do Copom, que pode indicar os próximos passos da política monetária. O documento é visto como determinante para a formação de preços de ativos e decisões de investimento no curto prazo.
Cenário internacional
Movimentos nas principais economias — especialmente nos Estados Unidos — continuam a influenciar a trajetória do dólar. Dados recentes de emprego e inflação americana seguem no radar dos investidores, que analisam possíveis mudanças na política de juros do Federal Reserve (Fed).
Fluxo de investimentos
O aumento do ingresso de capital estrangeiro em ativos brasileiros tem reforçado a valorização do real e impulsionado a B3. O bom desempenho de commodities agrícolas e metálicas também favorece o mercado interno.
Nos próximos dias, os investidores devem monitorar a divulgação dos índices de inflação, produção industrial e dados de emprego tanto no Brasil quanto no exterior. Esses indicadores podem redefinir as expectativas para o câmbio e o comportamento da bolsa brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
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