Publicado em: 08/04/2026 às 10:50hs
O dólar iniciou esta quarta-feira (8) em forte queda frente ao real, sendo negociado abaixo de R$ 5,10, em meio à redução das tensões geopolíticas no Oriente Médio. O movimento ocorre após um acordo de cessar-fogo temporário entre Estados Unidos e Irã, que inclui a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo.
No início do pregão, por volta das 9h05, o dólar à vista recuava 1,23%, cotado a R$ 5,0915 na venda. Pouco depois da abertura, a moeda chegou a cair ainda mais, atingindo R$ 5,0831, com desvalorização próxima de 1,4%.
No mercado futuro, o contrato de dólar mais líquido na B3 registrava queda de 1,36%, aos R$ 5,1080.
Na sessão anterior, a moeda norte-americana havia encerrado o dia em leve alta de 0,16%, a R$ 5,1549, refletindo ainda as incertezas externas.
O principal fator por trás da queda do dólar é o alívio no cenário internacional. O acordo temporário entre Estados Unidos e Irã reduziu o risco de escalada do conflito na região, o que trouxe maior apetite por ativos de risco e favoreceu moedas de países emergentes, como o real.
A reabertura do Estreito de Ormuz, ponto crucial para o transporte global de petróleo, também contribui para a estabilidade dos preços da commodity e melhora as expectativas econômicas globais.
No cenário doméstico, o Banco Central do Brasil anunciou a realização de um leilão de até 50 mil contratos de swap cambial tradicional, com o objetivo de rolar vencimentos previstos para maio.
A medida faz parte da estratégia da autoridade monetária para garantir liquidez ao mercado cambial e reduzir volatilidades excessivas.
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, iniciou o dia acompanhando o ambiente externo mais positivo. Na véspera, o índice fechou em leve alta de 0,05%, aos 188.259 pontos.
Os indicadores acumulados mostram desempenho consistente do mercado:
Com a redução das tensões externas, o mercado financeiro tende a operar com maior estabilidade no curto prazo. No entanto, investidores seguem atentos a novos desdobramentos no cenário geopolítico, além de indicadores econômicos globais e decisões de política monetária.
A trajetória do dólar no Brasil continuará sendo influenciada pela combinação de fatores externos e internos, como fluxo de capital estrangeiro, atuação do Banco Central e expectativas para a economia global.
Fonte: Portal do Agronegócio
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