Brasil

Cesta básica sobe em 17 das 18 cidades pesquisadas, diz Dieese

Aumento ocorre pelo segundo mês consecutivo. As maiores elevações foram apuradas nas cidades do Nordeste.


Publicado em: 10/06/2015 às 17:20hs

Cesta básica sobe em 17 das 18 cidades pesquisadas, diz Dieese

Pelo segundo mês consecutivo, houve aumento da cesta básica em 17 das 18 cidades pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). As maiores elevações foram apuradas nas cidades do Nordeste: Salvador (10,69%), Fortaleza (8,89%) e Recife (7,73%). O único decréscimo foi registrado em Aracaju (-1,58%).

Em maio, o maior custo da cesta foi registrado em São Paulo (R$ 402,05), seguido do Rio de Janeiro (R$ 395,23), Florianópolis (R$ 394,29) e Vitória (R$ 387,92). Os menores valores médios para os produtos básicos foram observados em Aracaju (R$ 277,16), João Pessoa (R$ 303,80) e Natal (R$ 312,41).

Em 12 meses, entre junho de 2014 e maio de 2015, as 18 cidades acumularam alta no preço da cesta. Destacam-se as elevações registradas em Salvador (25,41%), Goiânia (16,94%) e Aracaju (14,66%). Os menores aumentos foram em Belo Horizonte (3,12%) e Porto Alegre (5,07%). Nos cinco primeiros meses de 2015, todas as cidades acumularam altas que variaram entre 7,20%, em Manaus e 29,95%, em Salvador.

Produtos mais caros

Em maio, os produtos que tiveram predominância de alta de preços nas cidades foram tomate, pão francês, carne bovina, leite e óleo de soja. Já o feijão apresentou retração de valor na maioria das capitais.

O preço do tomate aumentou em 18 cidades, com taxas que oscilaram entre 3,02% em Aracaju e 63,94% em Florianópolis. Em 12 meses, 17 cidades apresentaram alta nos preços, com destaque para Salvador (108,97%), Rio de Janeiro (56,75%) e Florianópolis (46,35%). Apenas em Porto Alegre não houve variação.

Houve elevação do preço do pão francês em 16 capitais, estabilidade em Aracaju e redução em Goiânia (-0,83%). Os aumentos oscilaram entre 0,12% em João Pessoa e 3,67% em Curitiba. Em 12 meses, todas as cidades mostraram alta e as taxas variaram entre 1,13% em Natal e 30,83% em Aracaju. Por ser importada, a farinha de trigo ficou mais cara, uma vez que a moeda nacional está desvalorizada em relação ao dólar.

A carne bovina apresentou aumento em 16 cidades, em maio, com taxas que oscilaram entre 0,41% em Vitória e 8,09% em Fortaleza. Os recuos foram anotados em Aracaju (-2,83%) e Vitória (-0,95%). Em 12 meses, houve elevação do preço da carne em todas as cidades e as taxas variaram entre 11,29% em Vitória e 26,83% em Aracaju.

Em maio, pelo terceiro mês consecutivo, o preço do leite aumentou na maioria das cidades. Houve redução em três capitais, a saber: Manaus (-1,33%), Belém (-0,65%) e Recife (-0,63%). As altas variaram entre 0,32%, no Rio de Janeiro, e 5,02%, em Brasília. Em 12 meses, o preço do leite acumulou alta em 12 cidades, com destaque para Aracaju (6,00%), Belo Horizonte (5,40%) e Brasília (4,53%).

O óleo de soja ficou mais caro em 12 cidades. As maiores altas foram verificadas em Natal (4,12%), Florianópolis (3,96%), Belo Horizonte (3,30%) e Goiânia (2,33%). As maiores retrações ocorreram em Aracaju (-9,38%) e Rio de Janeiro (-3,30%). Em 12 meses, 13 cidades registraram queda, com variações entre -8,88% (Recife) e -0,64% (Aracaju).

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