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Brasil

Balança comercial: exportações crescem 29,6% em outubro e saldo positivo chega a US$ 3,48 bilhões

Superávit comercial acumula US$ 65,88 bilhões no ano; agropecuária amplia vendas externas no início de outubro, enquanto carne bovina, açúcar e café registram queda


Publicado em: 15/10/2026 às 11:00hs

Balança comercial: exportações crescem 29,6% em outubro e saldo positivo chega a US$ 3,48 bilhões

As exportações brasileiras somaram US$ 297,65 bilhões de janeiro até a segunda semana de outubro de 2026, crescimento de 11,3% em relação ao período correspondente de 2025. Com avanço das vendas externas superior ao das importações, o país acumulou superávit comercial de US$ 65,88 bilhões, alta de 34,6%.

Os dados foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) na terça-feira, 13 de outubro. No resultado parcial do mês, a soja e outros produtos agropecuários contribuíram para a expansão das exportações, ao lado do petróleo e de itens da indústria de transformação.

As importações brasileiras alcançaram US$ 231,77 bilhões no acumulado de 2026, aumento de 6,1%. A corrente de comércio, que reúne exportações e importações, chegou a US$ 529,41 bilhões, avanço de 9%.

Balança comercial tem superávit de US$ 3,48 bilhões no início de outubro

Até a segunda semana de outubro, o Brasil exportou US$ 12,99 bilhões e importou US$ 9,51 bilhões, registrando saldo positivo de US$ 3,48 bilhões.

Na comparação pelas médias diárias com outubro de 2025, as exportações cresceram 29,6%, enquanto as importações avançaram 20,4%. O superávit aumentou 63,8%, e a corrente de comércio subiu 25,5%, com movimentação de US$ 22,50 bilhões no período.

Os números ainda são parciais e não representam o fechamento de outubro. A comparação pelas médias diárias permite avaliar o ritmo das operações entre períodos com diferentes quantidades de dias úteis.

Exportações da agropecuária crescem 21,7%, com destaque para a soja

As vendas externas do setor agropecuário alcançaram US$ 2,62 bilhões até a segunda semana de outubro, com crescimento de 21,7% na média diária de receita frente a outubro de 2025.

Entre os produtos, a soja registrou alta de 26%, reforçando sua participação no desempenho das exportações brasileiras.

Também avançaram as receitas com animais vivos, exceto pescados e crustáceos, em 311,2%, e com o grupo de centeio, aveia e outros cereais não moídos, em 21.244%.

Apesar da expansão setorial, alguns produtos apresentaram retração. A receita média diária das exportações de milho não moído, exceto milho doce, caiu 6,6%, enquanto a de café não torrado recuou 6,5%.

O grupo de sementes oleaginosas de girassol, gergelim, canola, algodão e outras registrou queda de 61,3%.

Carne bovina e açúcar recuam; celulose amplia vendas externas

Na indústria de transformação, as exportações totalizaram US$ 6,59 bilhões, com avanço de 21,3% no ritmo diário de receita.

Entre os produtos ligados ao agronegócio, a celulose apresentou crescimento de 69,7%. Em contrapartida, a receita média diária das vendas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada caiu 33,1%, e a de açúcares e melaços diminuiu 35,8%.

Esses resultados mostram trajetórias distintas entre as cadeias agroindustriais: enquanto soja e celulose ampliaram o faturamento diário com exportações, carne bovina, açúcar, milho e café tiveram desempenho inferior ao de outubro de 2025.

No mesmo setor, as vendas de óleos combustíveis, exceto petróleo bruto, avançaram 227,7%, e as de ouro não monetário cresceram 64,1%.

Petróleo impulsiona crescimento da indústria extrativa

As exportações da indústria extrativa chegaram a US$ 3,62 bilhões no período, com aumento de 51,7% na média diária.

O principal destaque entre os produtos apresentados pelo MDIC foi o petróleo bruto, cuja receita diária cresceu 117,7%. Também houve expansão nas vendas de minérios de níquel e seus concentrados, de 240,5%, e de minérios de metais preciosos e seus concentrados, de 1.869,8%.

Por outro lado, as exportações de minério de ferro e seus concentrados recuaram 20,9%. As vendas de minérios de cobre caíram 52,8%, enquanto as de pedra, areia e cascalho diminuíram 75,5%.

Importações de fertilizantes químicos caem 7,5% em valor

As compras externas avançaram nos três grandes setores da economia no resultado parcial de outubro.

A indústria de transformação concentrou US$ 8,71 bilhões em importações, com crescimento de 18,4% na média diária. Mesmo com a expansão do setor, as compras de adubos ou fertilizantes químicos, exceto fertilizantes brutos, recuaram 7,5% em valor.

Na indústria extrativa, as importações somaram US$ 540 milhões, alta de 57,5%. Nesse grupo, as aquisições de fertilizantes brutos, exceto adubos, caíram 88,8%.

As duas categorias são distintas e não devem ser somadas diretamente para representar o desempenho de todos os fertilizantes importados pelo Brasil.

As compras de petróleo bruto cresceram 129,9%, enquanto as de gás natural diminuíram 68,2% e as de carvão não aglomerado recuaram 16,4%.

Compras de trigo, soja e produtos hortícolas aumentam

As importações da agropecuária totalizaram US$ 190 milhões, com avanço de 26,7% na média diária de receita.

Entre os destaques, as compras de trigo e centeio não moídos cresceram 32,8%. As de produtos hortícolas frescos ou refrigerados avançaram 194,6%, enquanto as de soja aumentaram 82,3%.

Em sentido oposto, as importações de cevada não moída caíram 54%. O grupo de centeio, aveia e outros cereais não moídos recuou 54,1%, e as compras de tabaco em bruto diminuíram 98,4%.

O resultado parcial de outubro reforça a expansão do saldo comercial brasileiro em 2026. Para o agronegócio, porém, o desempenho permanece desigual entre os produtos, com crescimento da soja e da celulose e redução da receita diária de importantes cadeias exportadoras.

Fonte: Portal do Agronegócio

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