Publicado em: 18/02/2022 às 15:40hs
Muitas vezes, quando falamos sobre fungos e bactérias no solo, os associamos a doenças ou aos malefícios que podem causar às plantas. E quando falamos sobre ameaças à biodiversidade e extinção de espécies, relacionamos esses acontecimentos somente às espécies animais ou vegetais que habitam a superfície do solo, negligenciando os micro-organismos que estão a ele integrados.
No entanto, esses micro-organismos praticamente invisíveis, são imprescindíveis para determinadas atividades do solo, como a decomposição da matéria orgânica, produção de húmus, ciclagem de nutrientes, fixação do nitrogênio atmosférico, produção de compostos complexos que contribuem para a agregação do solo e controle biológico de pragas e doenças.
É muito grande a biodiversidade de micro-organismos no solo e suas ações, e que podem ser tanto benéficas como maléficas. Neste último caso, os micro-organismos são considerados patogênicos e podem sobreviver em restos de culturas ou plantas hospedeiras e, uma vez instalados nas lavouras, podem trazer sérios problemas ao produtor rural.
“Em nossas culturas e plantações, os micro-organismos patogênicos podem ser adicionados ao solo por um pequeno descuido durante um manejo qualquer. Então, alguns cuidados são essenciais, como realizar com frequência a limpeza dos equipamentos, eliminar plantas hospedeiras, utilizar sementes e mudas certificadas, aplicar fertilizantes de forma equilibrada, fontes orgânicas com garantias de ausência de micro-organismos patogênicos e propágulos de ervas daninhas, fazer a rotação de culturas, realizar tratamento de mudas e sementes no momento do plantio ou semeadura, e incorporar biomassa no plantio”, adverte Rafael de Melo Sousa, Engenheiro Agrônomo e Gestor de Operações Fertilizantes da Terra Nascente Fertilizantes, uma das empresas do Grupo Katayama.
A Terra Nascente Fertilizantes foi fundada em 2019, em Guararapes (SP), com o objetivo de promover a destinação correta do esterco das galinhas poedeiras da Katayama Alimentos, uma das principais indústrias avícolas do País. Todo volume de dejetos das aves é destinado para a Terra Nascente Fertilizantes onde é produzido o fertilizante orgânico composto classe “A”, denominado TN Organic Multi.
A produção do fertilizante orgânico inclui a adição de cavaco de madeira ao esterco, promovendo a compostagem da biomassa. Este processo, auxiliado pela boa aeração proporcionada pelo cavaco, acelera o aquecimento das leiras, que liberam o vapor, sendo muito importante para a qualidade do produto final. “Essa alta temperatura e o aquecimento tornam inertes os propágulos de ervas daninhas e eliminam os micro-organismos patogênicos, que eventualmente possam integrar os dejetos”, destaca Rafael.
A fabricação do TN Organic Multi também conta com um moderno sistema de peneiramento, que além de retirar o cavaco de madeira para reúso, gera um produto limpo e homogêneo em granulometria, facilitando a sua aplicação no campo.
Segundo Rafael, é preciso ressaltar que o fertilizante orgânico traz benefícios principalmente para as propriedades físicas, químicas e biológicas do solo, aumenta a biodiversidade microbiana do mesmo e também aumenta a eficiência do fertilizante mineral. “Nossos solos são pobres em nutrientes, pela condição de clima tropical e baixo teor de matéria orgânica. Portanto, é preciso levar esse entendimento ao produtor rural, visando a sustentabilidade do processo e a melhoria do solo, que vai refletir em aumento de produtividade.”
Fonte: Via Pública Comunicação
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