Publicado em: 06/02/2026 às 13:00hs
O Instituto Taquari Vivo (ITV) destinou R$ 921 mil para aquisição de sementes nativas com o objetivo de restaurar a bacia do Rio Taquari, em Mato Grosso do Sul. O recurso beneficiou 449 coletores de comunidades quilombolas, indígenas e assentadas, destacando o protagonismo de populações tradicionais na conservação ambiental.
O Projeto Rede de Sementes Flor do Cerrado promove inclusão social, valorização do conhecimento tradicional e desenvolvimento sustentável, ao mesmo tempo em que fortalece a cadeia de restauração ecológica.
A iniciativa possibilitou a compra e venda de 16 toneladas de sementes nativas, reunindo 148 espécies diferentes, utilizadas em ações de recuperação ambiental em áreas estratégicas da bacia do Rio Taquari.
Mais de 10 comunidades foram beneficiadas, consolidando o projeto como modelo que integra economia da sociobiodiversidade e fortalecimento comunitário.
Renato Roscoe, diretor-executivo do ITV, afirma:
“Quando falamos em restauração ambiental, estamos falando também de pessoas. Garantir renda, respeito e dignidade aos coletores é tão importante quanto recuperar áreas degradadas.”
Em 2025, foi implantado um plantio de 40 hectares no Núcleo São Thomaz, dentro do Parque Estadual Nascentes do Rio Taquari, entre os municípios de Costa Rica e Alcinópolis (MS).
A ação utilizou 4 toneladas de sementes nativas e marca o início de um plano de restauração que deve atingir aproximadamente 378 hectares nos próximos anos.
A recuperação dessas áreas é estratégica para:
Melhoria da qualidade da água, beneficiando diretamente o Pantanal, um dos biomas mais importantes do planeta.
Além do ITV, a Associação para a Recuperação, Conservação e Preservação da Bacia do Guariroba (ARCP) atua na estruturação da rede. O projeto também recebeu apoio da WWF Brasil nos últimos três anos.
Empresas e instituições que contribuíram para a iniciativa incluem:
O modelo evidencia que restauração ambiental, valorização das comunidades locais e desenvolvimento sustentável podem caminhar de forma integrada.
Fonte: Portal do Agronegócio
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