Publicado em: 31/03/2016 às 16:00hs
A redução da produção, aliada a intensa crise financeira enfrentada, não só pelo setor, mas também por toda a nação, fez com que as usinas congelassem todo e qualquer investimento nos parques industriais e focassem seus esforços apenas na área agrícola. Ampliações na indústria estavam fora de cogitação. Até mesmo a manutenção do parque industrial foi restringida.
Na penúltima safra, especialistas começaram a alertar que a agroindústria canavieira estaria próxima de sua capacidade máxima de moagem. Segundo eles, muita cana ficaria em pé no ciclo 2014/15, já que as usinas não teriam condições de moer toda aquela matéria-prima. Felizmente, ou infelizmente, essa visão não se concretizou, pois os fatores ambientais reduziram a oferta de cana naquela safra.
O fantasma da capacidade máxima de moagem voltou a assombrar o setor na safra 2015/16, é que houve recuperação significativa dos canaviais, o que levou a um aumento de produção. A média de produtividade, que durante anos bateu a marca de 90 toneladas por hectare e que caiu para 60 toneladas durante a crise, deve fechar em torno de 82 toneladas por hectare.
Entretanto, devido a um início mais tardio dos trabalhos, aliado às chuvas que caíram no meio do ano, a indústria pode, mais uma vez, respirar aliviada, pois nem mesmo a extensão da moagem até os primeiros meses de 2016 conseguiu fazer com que toda a matéria-prima prevista fosse moída, o que acabou deixando em torno de 8% de cana em pé.
Para a safra 2016/17, com previsão inicial de moagem na região Centro-Sul, de 630 milhões de toneladas, o cenário é que agora sim o setor chegou ao máximo de sua capacidade de moagem/dia e para dar conta da produção, vai ter de esticar a safra, até porque, com os preços bem remuneradores, e o caixa vazio, a ordem é moer.
Fonte: CanaOnline
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