Publicado em: 19/12/2023 às 10:50hs
Os contratos futuros do açúcar sofreram uma notável queda em Nova York e Londres na segunda-feira (18), conforme relatos da agência de notícias britânica Reuters. Os revendedores observam uma pressão significativa no mercado, impulsionada pela iminente volta das chuvas ao Brasil na próxima semana. Além disso, a falta de seguimento nas compras, após as quedas da semana passada, resultou em sinais técnicos pessimistas.
Os dados recentes sobre a produção de açúcar nas últimas duas semanas no Brasil indicam um avanço na safra, mesmo no final do ano, gerando otimismo em relação à oferta global. O Barchart adiciona que os preços do açúcar enfrentam pressão nas últimas cinco semanas devido ao aumento na produção brasileira do produto.
Apesar desses desafios, o mercado ainda encontra suporte na Índia e Tailândia. A Associação Indiana de Usinas de Açúcar divulgou que as indústrias produziram 7,4 milhões de toneladas métricas de açúcar entre 1º de outubro e 15 de dezembro, representando uma queda de 10,7% em relação ao ano anterior. Além disso, a Índia permitiu que as usinas de açúcar desviem até 1,7 milhão de toneladas de açúcar para a produção de etanol.
Na ICE Futures em Nova York, todos os contratos encerraram com quedas. O contrato de março/24 diminuiu 68 pontos, sendo negociado a 21,31 centavos de dólar por libra-peso. Da mesma forma, o contrato de maio/24 registrou uma queda de 58 pontos, com um valor de negociação de 20,68 centavos de dólar por libra-peso.
Na ICE Europe, em Londres, a tendência foi semelhante, com todos os contratos fechando no negativo. O contrato de março/24 sofreu uma redução de 14,20 dólares, sendo negociado a US$ 612,60. Já o contrato de maio/24 apresentou uma diminuição de 13,70 dólares, com um valor de negociação de US$ 595,90.
O açúcar cristal encerrou em baixa no Indicador do Cepea/Esalq da USP, registrando uma desvalorização de 0,29% em comparação com o dia anterior, com a saca de 50 quilos sendo transacionada por R$ 151,44.
Quanto ao etanol hidratado, observou-se uma pequena valorização, segundo os dados do Indicador Diário de Paulínia. As usinas negociaram o biocombustível a R$ 1.948,50/m³, refletindo um aumento de 0,49% em relação ao dia anterior.
Fonte: Portal do Agronegócio
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