Publicado em: 15/01/2024 às 10:30hs
Os contratos futuros do açúcar enfrentaram desvalorizações significativas nas bolsas internacionais de Nova York e Londres nesta sexta-feira (12), sob a influência direta do cenário do mercado de petróleo. A tomada de decisão sobre a produção de açúcar ou etanol pelas usinas foi profundamente afetada por esse comportamento. Paralelamente, as atenções continuam voltadas para as preocupações relacionadas à oferta global de açúcar, especialmente diante de desafios na Ásia.
Segundo dados da DATAGRO, a principal região produtora do Brasil tem o potencial de atingir um recorde de 43,1 milhões de toneladas métricas na temporada 2024/25, mesmo com uma oferta menor de cana-de-açúcar. Além disso, a previsão indica que a produção de açúcar na região centro-sul do Brasil alcançará uma marca histórica de 42,23 milhões de toneladas métricas durante o período de 2023/24.
Na ICE Futures de Nova York, os contratos encerraram com quedas notáveis. O contrato de março/24 registrou uma redução de 15 pontos, fechando a 21,61 centavos de dólar por libra-peso. De forma semelhante, o contrato de maio/24 também experimentou uma diminuição de 15 pontos, encerrando a 21,08 centavos de dólar por libra-peso.
Em Londres, na ICE Europe, os contratos também apresentaram perdas. O contrato de março/24 teve uma queda de 4,70 dólares, encerrando a US$ 618,20. Já o contrato de maio/24 diminuiu 2,40 dólares, atingindo o valor de US$ 610,70.
O Indicador do Cepea/Esalq da USP indicou um leve aumento no açúcar cristal, apresentando uma recuperação de 0,05% em relação ao dia anterior. A saca de 50 quilos foi negociada por R$ 146,11.
Quanto ao etanol hidratado, observou-se uma leve apreciação, conforme indicado pelo Indicador Diário de Paulínia. As usinas negociaram o biocombustível a R$ 1.952,00/m³, registrando um aumento de 0,51% em comparação com o dia anterior.
Fonte: Portal do Agronegócio
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