Setor Sucroalcooleiro

Queda na produção de açúcar faz preços subirem nas bolsas internacionais

Números recentes que mostraram uma queda de até 56% na produção de açúcar na primeira quinzena de outubro da região Centro-Sul do Brasil, o maior produtor da commodity no mundo, fez os preços do açúcar subirem nesta terça-feira (26) em todos os mercados internacionais. A análise é de operadores ouvidos pela Agência Reuters


Publicado em: 27/10/2021 às 10:50hs

Queda na produção de açúcar faz preços subirem nas bolsas internacionais

Outro fator que pode ter contribuído com a elevação nas cotações da commodity foi o recente aumento nos preços dos combustíveis derivados do petróleo no Brasil, o que estimula as usinas a produzirem mais etanol. Ontem a gasolina brasileira sofreu um reajuste de 7% nas refinarias.

Na ICE Future de Nova York, o açúcar bruto encerrou a terça-feira cotado, no vencimento março/22, em 19,66 centavos de dólar por libra-peso, alta de 27 pontos no comparativo com as cotações da véspera. Já a tela maio/22 subiu, também, 27 pontos, com contratos em 19,26 cts/lb. As demais telas subiram entre 4 e 23 pontos.

Os analistas ouvidos pela Reuters, no entanto, destacaram que a produção de cana-de-açúcar no Brasil deve se recuperar no ano que vem, após fortes chuvas em outubro.

Açúcar branco

Em Londres a terça-feira também foi de alta nas cotações do açúcar branco. A tonelada da commodity foi contratada ontem, no vencimento dezembro/21, em US$ 511,30, valorização de 5,90 dólares. Já a tela março/22 subiu 6,20 dólares, negociada em US$ 504,60 a tonelada. Os demais contratos fecharam valorizados entre 3,90 e 5,50 dólares.

Açúcar cristal

No mercado doméstico o Indicador Cepea/Esalq, da USP, para o açúcar cristal fechou no vermelho ontem, com a saca de 50 quilos negociada em R$ 148,70, desvalorização de 0,50% no comparativo com a segunda-feira.

Etanol hidratado

Já o Indicador Diário Paulínia para o etanol hidratado fechou mais um dia em alta ontem. O biocombustível foi negociado nesta terça em R$ 3.881,00 o m³, contra R$ 3.814,00 o m³ da véspera, valorização de 1,76% no comparativo.

Fonte: Agência UDOP de Notícias

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