Publicado em: 28/04/2016 às 11:00hs
Mesmo assim, a primeira projeção para a safra 2016/ 2017 indica que fabricação da commodity pode subir até 12%, para 35 milhões de toneladas.Segundo levantamento da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Única), divulgado ontem, a moagem de cana no centro-sul deverá alcançar entre 605 e 630 milhões de toneladas. A definição exata vai depender das condições climáticas, agronômicas e operacionais vigentes nos próximos 12 meses. O volume representa um acréscimo de até 2% ante as 617,65 milhões de toneladas processadas na última temporada, que se encerrou no dia 31 de março deste ano.
Os diferentes cenários para a safra 2016/2017 indicam a possibilidade de avanço na produção de açúcar sem comprometimento da oferta recorde de etanolobservada no último ano , afirma o diretor técnico da entidade, Antonio de Pádua Rodrigues. Na pior das hipóteses, a fabricação da commodity alcançará 33,5 milhões de toneladas, crescimento de 2,28 a 3,78 milhões de toneladas em relação às 31,22 milhões de toneladas registradas na safra 2015/2016.
Conforme publicado no DCI, especialistas do setor sucroenergético apontam déficit global nos estoques do açúcar, o que tem sinalizado uma recuperação gradativa para as cotações internacionais e despertado o interesse das usinas para exportação. Em contrapartida, os valores do etanol avançaram no mercado doméstico desde o ano passado, pela recomposição de parte da Cide sobre a gasolina, somada a uma demanda pelo biocombustível hidratado como substituto para o abastecimento.
De acordo com o executivo, além do preço relativo dos dois produtos, a fabricação de açúcar também será definida pela necessidade de caixa das empresas mais endividadas, pela qualidade da cana, pelas restrições logísticas para a exportação enfrentadas por algumas regiões e pela própria capacidade de produção das usinas.
Sobre as variáveis que influenciam nesta temporada como um todo, Padua diz que a presença de um canavial envelhecido; a indefinição sobre as condições climáticas; o risco de florescimento em algumas importantes regiões produtoras; a dúvida sobre o comportamento da lavoura colhida na entressafra, que representou 9% da área colhida; e a possibilidade de ocorrência de geadas em áreas de produção são apenas alguns dos fatores exógenos que nos levaram a decidir pela divulgação de um intervalo para retratar as diferentes possibilidades de resultado para a safra que se iniciou este mês , explica.
Já a produção de etanol deve ficar entre 27,50 e 28,70 bilhões de litros. Entre 10,80 e 11 bilhões de litros serão de anidro e entre 16,70 e 17,70 bilhões de litros de hidratado. No ciclo anterior, a fabricação do biocombustível totalizou 28,22 bilhões de litros.
Fonte: DCI
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