Publicado em: 05/05/2026 às 18:20hs
A Argentina deve ampliar sua produção de açúcar na safra 2026/27, alcançando cerca de 2 milhões de toneladas, segundo projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O crescimento é impulsionado principalmente por melhores condições climáticas e maior disponibilidade de cana-de-açúcar.
Na comparação com a temporada anterior, a produção açucareira do país deve registrar alta de 9%, reforçando a retomada do setor e ampliando a competitividade argentina no mercado global.
O USDA também projeta avanço de 15% nas exportações de açúcar da Argentina, que devem atingir 600 mil toneladas na safra 2026/27.
Desse total:
Os Estados Unidos permanecem como principal destino do açúcar bruto argentino, enquanto o Chile lidera as compras do produto refinado, consolidando-se como parceiro estratégico regional.
A base para o crescimento do setor está na expansão da safra de cana-de-açúcar, estimada em aproximadamente 26,5 milhões de toneladas em 2026/27, frente a cerca de 25,1 milhões de toneladas na temporada atual.
Entre os fatores que sustentam esse avanço, destacam-se:
O relatório do USDA ressalta que o setor argentino mantém forte integração entre a produção de açúcar e etanol, o que influencia diretamente a destinação da cana.
Para a safra 2026/27, a produção de etanol deve atingir cerca de 630 milhões de litros, sendo:
O consumo doméstico de açúcar na Argentina deve permanecer estável, em torno de 1,4 milhão de toneladas. Esse equilíbrio entre oferta e demanda interna permite a ampliação do volume disponível para exportação, fortalecendo a presença do país no comércio internacional.
Com fundamentos positivos, a Argentina tende a consolidar sua posição no mercado global de açúcar, aproveitando ganhos de produtividade e condições climáticas mais favoráveis.
O avanço das exportações e a integração com o setor de biocombustíveis reforçam o papel estratégico do complexo sucroenergético argentino, que segue como importante player na América do Sul e no cenário internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
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